<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Blog do Jornalista João Mellão Neto &#187; Espaço Aberto do Estadão</title>
	<atom:link href="http://www.blogdomellao.com.br/forum/category/espaco-aberto-jornal-estado-sp/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.blogdomellao.com.br/forum</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 29 Jul 2010 15:07:22 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.9.2</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>O Resgate Moral da América</title>
		<link>http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/07/26/o-resgate-moral-da-america/</link>
		<comments>http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/07/26/o-resgate-moral-da-america/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 12:40:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Mellão Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Visão Liberal]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos Antigos]]></category>
		<category><![CDATA[Espaço Aberto do Estadão]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.blogdomellao.com.br/forum/?p=927</guid>
		<description><![CDATA[<p><a href="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2010/07/barack-obama2.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-930" title="barack-obama" src="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2010/07/barack-obama2-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>A eleição consagradora de um negro para ocupar a presidência dos Estados Unidos da América é um fenômeno que merece ser estudado. Barack Obama, de início, já tinha contra ele três obstáculos que o inviabilizavam. Ele não é um wasp (branco, anglo-saxão e protestante, na sigla em inglês) e, até hoje, o único eleito que não preencheu esses requisitos foi John Kennedy, que era católico. Obama só preenche um deles: é protestante. Outro óbice é a idade: os americanos raramente elegem alguém com menos de 50 anos. Obama, Bill Clinton e Kennedy foram os únicos a vencer esse preconceito, elegendo-se na faixa dos 40. <a href='http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/07/26/o-resgate-moral-da-america/' rel="nofollow">Continue Lendo..</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2010/07/barack-obama2.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-930" title="barack-obama" src="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2010/07/barack-obama2-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>A eleição consagradora de um negro para ocupar a presidência dos Estados Unidos da América é um fenômeno que merece ser estudado. Barack Obama, de início, já tinha contra ele três obstáculos que o inviabilizavam. Ele não é um wasp (branco, anglo-saxão e protestante, na sigla em inglês) e, até hoje, o único eleito que não preencheu esses requisitos foi John Kennedy, que era católico. Obama só preenche um deles: é protestante. Outro óbice é a idade: os americanos raramente elegem alguém com menos de 50 anos. Obama, Bill Clinton e Kennedy foram os únicos a vencer esse preconceito, elegendo-se na faixa dos 40. <a href='http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/07/26/o-resgate-moral-da-america/' rel="nofollow">Continue Lendo..</a></p><img src="http://www.blogdomellao.com.br/?ak_action=api_record_view&id=927&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/07/26/o-resgate-moral-da-america/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A força moral de um rei</title>
		<link>http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/07/05/a-forca-moral-de-um-rei/</link>
		<comments>http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/07/05/a-forca-moral-de-um-rei/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 13:33:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Mellão Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos Antigos]]></category>
		<category><![CDATA[Crise Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Espaço Aberto do Estadão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.blogdomellao.com.br/forum/?p=878</guid>
		<description><![CDATA[<p><a href="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2010/07/1233452139Jc2p4h2.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-879" title="1233452139Jc2p4h" src="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2010/07/1233452139Jc2p4h2-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>O que Hugo Chávez, o ditador da Venezuela, mais adora é participar de controvérsias em eventos internacionais. Isso lhe traz publicidade e, quase sempre, lhe permite roubar o espetáculo. Pois não foi assim que as coisas ocorreram duas semanas atrás, no encontro de cúpula ibero-americano? Quem lhe ordenou que se calasse foi Juan Carlos de Borbón y Borbón. Chávez não só silenciou como, o que é raro, ficou desconcertado. Explica-se: o que o intimidou, na verdade, foi o fato de ter sido repreendido por ninguém menos que Sua Majestade o rei de Espanha e este possui uma autoridade moral que ninguém ousa desafiar. <a href='http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/07/05/a-forca-moral-de-um-rei/' rel="nofollow">Continue Lendo..</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2010/07/1233452139Jc2p4h2.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-879" title="1233452139Jc2p4h" src="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2010/07/1233452139Jc2p4h2-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>O que Hugo Chávez, o ditador da Venezuela, mais adora é participar de controvérsias em eventos internacionais. Isso lhe traz publicidade e, quase sempre, lhe permite roubar o espetáculo. Pois não foi assim que as coisas ocorreram duas semanas atrás, no encontro de cúpula ibero-americano? Quem lhe ordenou que se calasse foi Juan Carlos de Borbón y Borbón. Chávez não só silenciou como, o que é raro, ficou desconcertado. Explica-se: o que o intimidou, na verdade, foi o fato de ter sido repreendido por ninguém menos que Sua Majestade o rei de Espanha e este possui uma autoridade moral que ninguém ousa desafiar. <a href='http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/07/05/a-forca-moral-de-um-rei/' rel="nofollow">Continue Lendo..</a></p><img src="http://www.blogdomellao.com.br/?ak_action=api_record_view&id=878&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/07/05/a-forca-moral-de-um-rei/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um bravateiro incorrigível</title>
		<link>http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/06/23/um-bravateiro-incorrigivel/</link>
		<comments>http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/06/23/um-bravateiro-incorrigivel/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 23 Jun 2010 13:53:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Mellão Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos Antigos]]></category>
		<category><![CDATA[Espaço Aberto do Estadão]]></category>
		<category><![CDATA[Lula e o PT]]></category>
		<category><![CDATA[Política Brasileira]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.blogdomellao.com.br/forum/?p=860</guid>
		<description><![CDATA[<p><a href="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2010/06/pos1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-859" title="mellao" src="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2010/06/pos1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="133" /></a>Para quem assistiu à sua lastimável pregação na sua primeira campanha presidencial, em 1989, verdade seja dita, Lula não tem sido um mandatário tão inconseqüente e irresponsável como se esperava. <a href='http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/06/23/um-bravateiro-incorrigivel/' rel="nofollow">Continue Lendo..</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2010/06/pos1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-859" title="mellao" src="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2010/06/pos1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="133" /></a>Para quem assistiu à sua lastimável pregação na sua primeira campanha presidencial, em 1989, verdade seja dita, Lula não tem sido um mandatário tão inconseqüente e irresponsável como se esperava. <a href='http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/06/23/um-bravateiro-incorrigivel/' rel="nofollow">Continue Lendo..</a></p><img src="http://www.blogdomellao.com.br/?ak_action=api_record_view&id=860&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/06/23/um-bravateiro-incorrigivel/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Somos das elites, sim!</title>
		<link>http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/06/18/somos-das-elites-sim-4/</link>
		<comments>http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/06/18/somos-das-elites-sim-4/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 18 Jun 2010 13:12:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Mellão Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos Antigos]]></category>
		<category><![CDATA[Espaço Aberto do Estadão]]></category>
		<category><![CDATA[Política Brasileira]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.blogdomellao.com.br/forum/?p=825</guid>
		<description><![CDATA[<p><a href="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2010/06/Foto-universitários.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-856" title="Foto universitários" src="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2010/06/Foto-universitários-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Se você se formou em alguma faculdade; se você, por acaso, aprendeu mais de um idioma; se você é um profissional liberal bem-sucedido ou ocupa um cargo elevado na empresa em que trabalha, cuidado. Esconda os seus diplomas no armário, jamais torne a usar os seus ternos sob medida e trate de comprar um carro velho ou popular. Demonstrar mérito ou ostentar sinais de prosperidade, no Brasil, agora é pecado. Essas coisas significam que você faz parte das nossas pérfidas elites e, portanto, carrega consigo grande parte da culpa pela miséria em que vive razoável parcela da população. <a href='http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/06/18/somos-das-elites-sim-4/' rel="nofollow">Continue Lendo..</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2010/06/Foto-universitários.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-856" title="Foto universitários" src="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2010/06/Foto-universitários-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Se você se formou em alguma faculdade; se você, por acaso, aprendeu mais de um idioma; se você é um profissional liberal bem-sucedido ou ocupa um cargo elevado na empresa em que trabalha, cuidado. Esconda os seus diplomas no armário, jamais torne a usar os seus ternos sob medida e trate de comprar um carro velho ou popular. Demonstrar mérito ou ostentar sinais de prosperidade, no Brasil, agora é pecado. Essas coisas significam que você faz parte das nossas pérfidas elites e, portanto, carrega consigo grande parte da culpa pela miséria em que vive razoável parcela da população. <a href='http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/06/18/somos-das-elites-sim-4/' rel="nofollow">Continue Lendo..</a></p><img src="http://www.blogdomellao.com.br/?ak_action=api_record_view&id=825&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/06/18/somos-das-elites-sim-4/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>40 milhões de paulistas</title>
		<link>http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/05/27/40-milhoes-de-paulistas/</link>
		<comments>http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/05/27/40-milhoes-de-paulistas/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 27 May 2010 16:27:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Mellão Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos Antigos]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Espaço Aberto do Estadão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.blogdomellao.com.br/forum/?p=773</guid>
		<description><![CDATA[<p><a href="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2010/05/bandeira-de-sao-paulo.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-774" title="bandeira-de-sao-paulo" src="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2010/05/bandeira-de-sao-paulo-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Ostento, na parede de meu escritório, uma preciosidade. Um quadro, com o poema <em>Nossa Bandeira</em>, a mim dedicado pelo autor, Guilherme de Almeida. Éramos contraparentes. Como um padrinho, ele se dava ao trabalho de ler as minhas poesias de adolescente e me augurava um futuro de escritor. Era um apaixonado por São Paulo e sua gente. Ele se emocionava ao falar  de nossa terra. Eu ainda era menino. Somente anos mais tarde vim a compreender, à plenitude, o sentimento brioso daquele que foi o maior de nossos poetas. <a href='http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/05/27/40-milhoes-de-paulistas/' rel="nofollow">Continue Lendo..</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2010/05/bandeira-de-sao-paulo.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-774" title="bandeira-de-sao-paulo" src="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2010/05/bandeira-de-sao-paulo-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Ostento, na parede de meu escritório, uma preciosidade. Um quadro, com o poema <em>Nossa Bandeira</em>, a mim dedicado pelo autor, Guilherme de Almeida. Éramos contraparentes. Como um padrinho, ele se dava ao trabalho de ler as minhas poesias de adolescente e me augurava um futuro de escritor. Era um apaixonado por São Paulo e sua gente. Ele se emocionava ao falar  de nossa terra. Eu ainda era menino. Somente anos mais tarde vim a compreender, à plenitude, o sentimento brioso daquele que foi o maior de nossos poetas. <a href='http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/05/27/40-milhoes-de-paulistas/' rel="nofollow">Continue Lendo..</a></p><img src="http://www.blogdomellao.com.br/?ak_action=api_record_view&id=773&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/05/27/40-milhoes-de-paulistas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Bandeirantes e Imigrantes</title>
		<link>http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/05/13/bandeirantes-e-imigrantes/</link>
		<comments>http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/05/13/bandeirantes-e-imigrantes/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 13 May 2010 16:01:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Mellão Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos Antigos]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Espaço Aberto do Estadão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.blogdomellao.com.br/forum/?p=762</guid>
		<description><![CDATA[<p><a href="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2010/05/São-Paulo.bmp"></a><a href="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2010/05/São-Paulo1.bmp"></a><a href="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2010/05/brasao_sao_paulo.gif"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-766" title="brasao_sao_paulo" src="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2010/05/brasao_sao_paulo-150x150.gif" alt="" width="150" height="150" /></a>Alguns anos atrás, ao conversar com um taxista em Roma, ele me confessou que, apesar de ter nascido na cidade, não podia dizer-se romano. “Só são consideradas romanas as famílias que estão no mínimo há sete gerações aqui”, explicou. Fiz as contas: sete gerações vezes 25 anos cada uma dá um total de 175 anos! Quando lhe disse que, para ser paulistano, basta apenas residir em São Paulo, ele não acreditou. <a href='http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/05/13/bandeirantes-e-imigrantes/' rel="nofollow">Continue Lendo..</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2010/05/São-Paulo.bmp"></a><a href="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2010/05/São-Paulo1.bmp"></a><a href="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2010/05/brasao_sao_paulo.gif"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-766" title="brasao_sao_paulo" src="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2010/05/brasao_sao_paulo-150x150.gif" alt="" width="150" height="150" /></a>Alguns anos atrás, ao conversar com um taxista em Roma, ele me confessou que, apesar de ter nascido na cidade, não podia dizer-se romano. “Só são consideradas romanas as famílias que estão no mínimo há sete gerações aqui”, explicou. Fiz as contas: sete gerações vezes 25 anos cada uma dá um total de 175 anos! Quando lhe disse que, para ser paulistano, basta apenas residir em São Paulo, ele não acreditou. <a href='http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/05/13/bandeirantes-e-imigrantes/' rel="nofollow">Continue Lendo..</a></p><img src="http://www.blogdomellao.com.br/?ak_action=api_record_view&id=762&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/05/13/bandeirantes-e-imigrantes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O que representa o civismo</title>
		<link>http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/04/09/o-que-representa-o-civismo/</link>
		<comments>http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/04/09/o-que-representa-o-civismo/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 09 Apr 2010 16:13:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Mellão Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Visão Liberal]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Espaço Aberto do Estadão]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Política Brasileira]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.blogdomellao.com.br/forum/?p=742</guid>
		<description><![CDATA[<p><a href="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2010/04/civismo.jpg"><img src="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2010/04/civismo-150x150.jpg" alt="" title="civismo" width="150" height="150" class="alignleft size-thumbnail wp-image-743" /></a>&#8220;A Justiça só é justa quando alcançada por meios justos.&#8221; Essa palavra de ordem eu conheci com o Guilherme Afif, durante a sua heroica campanha à Presidência da República em 1989 &#8211; primeiro pleito democrático de tal porte depois de três décadas. Foi por meio dele também que entendi (eu e o então garoto Gilberto Kassab) que a política não é, necessariamente, a mais vil das profissões. Ela pode ser também a mais nobre das artes. E a humanidade precisa que ela seja assim.<br />
Eu, é forçoso reconhecer, estou ficando velho &#8211; &#8220;maduro&#8221;, numa definição mais precisa. Queira ou não, sou um político identificado pelos jovens como &#8220;do século 20&#8243;. Infelizmente é verdade. Aprendi a lidar com a informática e com a internet nos seus primórdios. Dominava tudo nessas duas áreas, mas estacionei no fim do século passado. Word, Excel, e-mail, tudo isso é comigo mesmo. Agora Twitter, Facebook e as demais redes sociais só consigo operar com a assessoria de profissionais qualificados: jovens que me &#8220;concedem&#8221; aulas, empertigados.<br />
Cabe aí a pergunta: Será que nós, &#8220;políticos do século 20&#8243;, ainda somos de alguma utilidade? Eu ouso afirmar que sim. Somos nós, ainda, os guardiães dos &#8220;valores permanentes&#8221;. O que são eles? Coisas assim como virtude, coerência, palavra e honra &#8211; que recebemos de nossos avós com a condição de transmitirmos para os nossos netos.<br />
Dia desses eu juntei a família e declarei: &#8211; Meus filhos, eu já ocupei quase todo tipo de cargo em minha vida pública, como jornalista, administrador e parlamentar, e posso hoje afirmar que as únicas personalidades políticas que me impressionaram foram aquelas que demonstraram ter as vistas postas além do horizonte próximo. Isso é o que se pode chamar de civismo. Essas pessoas punham os seus ideais além de suas conveniências políticas imediatas e &#8211; exatamente por isso &#8211; muitas vezes foram incompreendidas pelas grandes massas. Paciência! Nem por isso deixaram de lado os seus sonhos e se tornaram impenitentes velhacos e adeptos do farisaísmo e da hipocrisia, como parece ser praxe no mundo político. Muitos ainda lograram colher em vida os frutos de sua coerência. Outros, não, o que valida a máxima cristã (Sermão da Montanha) de que &#8220;Deus faz chover da mesma forma sobre justos e injustos&#8221;.<br />
Voltando ao tema principal, eu declarei solenemente aos meus filhos que sempre estaria ao lado de gente com tais virtudes, porque eles pertencem a um tipo especial de políticos que &#8220;pensa grande&#8221;. E eu, particularmente, tenho especial fascínio por pessoas assim.<br />
&#8220;Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena&#8221;, repetia para mim sempre, parafraseando Fernando Pessoa, durante uma campanha presidencial &#8211; aquela de 1989 &#8211; em que todos nós sabíamos não ter chances reais de vitória. Essas palavras caíam fortes em mim em especial: um ano antes, em 1988, eu havia sido candidato a prefeito de São Paulo pelo PL, um partido então minúsculo, porém dotado de uma doutrina e de uma conduta coerentes e consistentes. E também jamais tivera chances mínimas de vitória.<br />
Pois bem, lá se vai metade do artigo e eu ainda nem sequer esbocei a minha mensagem principal.<br />
Lá vai. O que quero dizer é que, por já conhecer a política e os seus personagens o suficiente, eu aprendi a dar valor apenas àqueles homens que se dispõem a, na vida pública, acrescentar alguma coisa: valores, principalmente.<br />
Em outras palavras: eu prefiro os homens públicos que sempre atiram para cima, mesmo sob o risco de errar, do que aqueles que costumam atirar para baixo, porque julgam que assim é mais fácil de acertar.<br />
A sabedoria antiga já rezava: quando no deserto, guie-se sempre pelos astros mais brilhantes. Você jamais haverá de alcançá-los &#8211; não se iluda -, mas é seguindo-os que você alcançará o seu destino.<br />
Eu, dessa forma, tenho especial admiração pelos homens que pretendem deixar nessa vida alguma marca de si. São eles &#8211; e unicamente eles &#8211; aqueles que conseguem fazer alguma diferença.<br />
O agora ex-governador de São Paulo José Serra se lança candidato à Presidência da República, buscando realizar aquele que sempre foi o seu maior sonho.<br />
Aprecio muito o Serra. Eu o conheço relativamente bem há mais de três décadas. Mais especificamente desde a heroica primeira candidatura do então professor Fernando Henrique Cardoso ao Senado, por São Paulo, em 1978, numa sublegenda do então MDB. O candidato vencedor, então, foi o Franco Montoro.<br />
José Serra, após 1964, aproveitou para graduar-se em Ciências Econômicas no Chile e nos Estados Unidos e pretendia se candidatar naquela eleição a deputado federal. A legislação da época não permitiu e, assim, ele contentou-se em ser, como eu, um cabo eleitoral de FHC. Sorte minha. Tive assim a oportunidade de vir a conhecer razoavelmente bem alguém que o próprio Fernando Henrique me confidenciara, então, ser um dos mais preparados de seus quadros.<br />
José Serra adotou como um dos principais temas de sua campanha a ética. Difícil escolha essa. Valores éticos não são dos mais fáceis ou atraentes temas eleitorais. Essa é uma das razões pelas quais eu tenho orgulho em empunhar essa bandeira.<br />
Talvez seja exatamente nisso que nós, os &#8220;antigos&#8221;, nos comungamos com os mais jovens: todos nós entendemos que de nada adianta acenar ao povo com privilégios ou benesses se não se garante a ele aquilo que é o mais básico, a decência.<br />
Essa bandeira é, de todas, a mais gloriosa. Há mais de 2 mil anos se sabe que os corações não são conquistados pela força das armas, mas sim pela grandeza da alma. <a href='http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/04/09/o-que-representa-o-civismo/' rel="nofollow">Continue Lendo..</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2010/04/civismo.jpg"><img src="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2010/04/civismo-150x150.jpg" alt="" title="civismo" width="150" height="150" class="alignleft size-thumbnail wp-image-743" /></a>&#8220;A Justiça só é justa quando alcançada por meios justos.&#8221; Essa palavra de ordem eu conheci com o Guilherme Afif, durante a sua heroica campanha à Presidência da República em 1989 &#8211; primeiro pleito democrático de tal porte depois de três décadas. Foi por meio dele também que entendi (eu e o então garoto Gilberto Kassab) que a política não é, necessariamente, a mais vil das profissões. Ela pode ser também a mais nobre das artes. E a humanidade precisa que ela seja assim.<br />
Eu, é forçoso reconhecer, estou ficando velho &#8211; &#8220;maduro&#8221;, numa definição mais precisa. Queira ou não, sou um político identificado pelos jovens como &#8220;do século 20&#8243;. Infelizmente é verdade. Aprendi a lidar com a informática e com a internet nos seus primórdios. Dominava tudo nessas duas áreas, mas estacionei no fim do século passado. Word, Excel, e-mail, tudo isso é comigo mesmo. Agora Twitter, Facebook e as demais redes sociais só consigo operar com a assessoria de profissionais qualificados: jovens que me &#8220;concedem&#8221; aulas, empertigados.<br />
Cabe aí a pergunta: Será que nós, &#8220;políticos do século 20&#8243;, ainda somos de alguma utilidade? Eu ouso afirmar que sim. Somos nós, ainda, os guardiães dos &#8220;valores permanentes&#8221;. O que são eles? Coisas assim como virtude, coerência, palavra e honra &#8211; que recebemos de nossos avós com a condição de transmitirmos para os nossos netos.<br />
Dia desses eu juntei a família e declarei: &#8211; Meus filhos, eu já ocupei quase todo tipo de cargo em minha vida pública, como jornalista, administrador e parlamentar, e posso hoje afirmar que as únicas personalidades políticas que me impressionaram foram aquelas que demonstraram ter as vistas postas além do horizonte próximo. Isso é o que se pode chamar de civismo. Essas pessoas punham os seus ideais além de suas conveniências políticas imediatas e &#8211; exatamente por isso &#8211; muitas vezes foram incompreendidas pelas grandes massas. Paciência! Nem por isso deixaram de lado os seus sonhos e se tornaram impenitentes velhacos e adeptos do farisaísmo e da hipocrisia, como parece ser praxe no mundo político. Muitos ainda lograram colher em vida os frutos de sua coerência. Outros, não, o que valida a máxima cristã (Sermão da Montanha) de que &#8220;Deus faz chover da mesma forma sobre justos e injustos&#8221;.<br />
Voltando ao tema principal, eu declarei solenemente aos meus filhos que sempre estaria ao lado de gente com tais virtudes, porque eles pertencem a um tipo especial de políticos que &#8220;pensa grande&#8221;. E eu, particularmente, tenho especial fascínio por pessoas assim.<br />
&#8220;Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena&#8221;, repetia para mim sempre, parafraseando Fernando Pessoa, durante uma campanha presidencial &#8211; aquela de 1989 &#8211; em que todos nós sabíamos não ter chances reais de vitória. Essas palavras caíam fortes em mim em especial: um ano antes, em 1988, eu havia sido candidato a prefeito de São Paulo pelo PL, um partido então minúsculo, porém dotado de uma doutrina e de uma conduta coerentes e consistentes. E também jamais tivera chances mínimas de vitória.<br />
Pois bem, lá se vai metade do artigo e eu ainda nem sequer esbocei a minha mensagem principal.<br />
Lá vai. O que quero dizer é que, por já conhecer a política e os seus personagens o suficiente, eu aprendi a dar valor apenas àqueles homens que se dispõem a, na vida pública, acrescentar alguma coisa: valores, principalmente.<br />
Em outras palavras: eu prefiro os homens públicos que sempre atiram para cima, mesmo sob o risco de errar, do que aqueles que costumam atirar para baixo, porque julgam que assim é mais fácil de acertar.<br />
A sabedoria antiga já rezava: quando no deserto, guie-se sempre pelos astros mais brilhantes. Você jamais haverá de alcançá-los &#8211; não se iluda -, mas é seguindo-os que você alcançará o seu destino.<br />
Eu, dessa forma, tenho especial admiração pelos homens que pretendem deixar nessa vida alguma marca de si. São eles &#8211; e unicamente eles &#8211; aqueles que conseguem fazer alguma diferença.<br />
O agora ex-governador de São Paulo José Serra se lança candidato à Presidência da República, buscando realizar aquele que sempre foi o seu maior sonho.<br />
Aprecio muito o Serra. Eu o conheço relativamente bem há mais de três décadas. Mais especificamente desde a heroica primeira candidatura do então professor Fernando Henrique Cardoso ao Senado, por São Paulo, em 1978, numa sublegenda do então MDB. O candidato vencedor, então, foi o Franco Montoro.<br />
José Serra, após 1964, aproveitou para graduar-se em Ciências Econômicas no Chile e nos Estados Unidos e pretendia se candidatar naquela eleição a deputado federal. A legislação da época não permitiu e, assim, ele contentou-se em ser, como eu, um cabo eleitoral de FHC. Sorte minha. Tive assim a oportunidade de vir a conhecer razoavelmente bem alguém que o próprio Fernando Henrique me confidenciara, então, ser um dos mais preparados de seus quadros.<br />
José Serra adotou como um dos principais temas de sua campanha a ética. Difícil escolha essa. Valores éticos não são dos mais fáceis ou atraentes temas eleitorais. Essa é uma das razões pelas quais eu tenho orgulho em empunhar essa bandeira.<br />
Talvez seja exatamente nisso que nós, os &#8220;antigos&#8221;, nos comungamos com os mais jovens: todos nós entendemos que de nada adianta acenar ao povo com privilégios ou benesses se não se garante a ele aquilo que é o mais básico, a decência.<br />
Essa bandeira é, de todas, a mais gloriosa. Há mais de 2 mil anos se sabe que os corações não são conquistados pela força das armas, mas sim pela grandeza da alma. <a href='http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/04/09/o-que-representa-o-civismo/' rel="nofollow">Continue Lendo..</a></p><img src="http://www.blogdomellao.com.br/?ak_action=api_record_view&id=742&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/04/09/o-que-representa-o-civismo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>21</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Quem tem medo dos populistas?</title>
		<link>http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/02/26/quem-tem-medo-dos-populistas/</link>
		<comments>http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/02/26/quem-tem-medo-dos-populistas/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Feb 2010 16:57:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Mellão Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Visão Liberal]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Espaço Aberto do Estadão]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.blogdomellao.com.br/?p=686</guid>
		<description><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-688" title="multidão" src="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2010/02/multidão-150x150.jpg" alt="multidão" width="150" height="150" />Os populistas voltaram. Sim. Eles mesmos. Já andaram por aqui na década de 1940, ressurgiram na década de 1950 e início da de 1960 e andaram caçando bois em pastos na de 1980. Eles são sempre iguais: adoráveis em curto prazo, perigosos em médio prazo e desastrosos em longo prazo. E não se corrigem. Até porque seus métodos voltam sempre a fazer sucesso desde que o povo se esqueça das catástrofes que causaram em suas últimas atuações. O populismo é uma doença infantil da democracia. Um mal tão perigoso quanto a catapora e o sarampo. E, como eles, parece inofensivo em seus primeiros sintomas.<br />
Populismo, na prática, é como fazem determinados jogadores de futebol que descobrem que fazer gols é muito difícil. Mais cômodo e com melhores efeitos imediatos é &#8220;jogar para a plateia&#8221;. Uma embaixadinha aqui, uma ameaça de drible acolá e pronto, os torcedores já se dão por satisfeitos. Para que lutar por resultados efetivos? De que vale suar a camisa se com muito menor esforço já se consegue agradar ao público?<br />
Medidas e atitudes populistas não costumam agradar à opinião pública em nações onde as instituições já estão maduras e consolidadas. Também não servem para nações onde essas nem sequer existem. Funcionam bem onde já há alguns arremedos de instituições mas elas ainda são fracas, incipientes. É o caso da maior parte das nações da América Latina.<br />
Populismo não tem fórmula pronta e acabada. Tampouco é passível de improvisação. É, na prática, um espetáculo de ilusionismo, mágicas e efeitos especiais. O governante populista não se arrisca jamais a tomar medidas que possam parecer antipáticas. Mesmo que a experiência de seu país, e também dos outros, indique que estas são as únicas que podem surtir algum efeito. Os populistas preferem arroubos retóricos a atitudes eficazes. Num momento de alto desemprego, inflação e estagnação econômica, o que vem à mente de um governante populista? Adotar um receituário econômico de austeridade e severidade? Ou fazer pronunciamientos públicos irados contra a suposta exploração de que seu pobre país seria vítima por parte das nações mais ricas? Não há dúvida de que os populistas optam pela segunda fórmula.<br />
Agir assim é mais fácil, mais cômodo e ainda leva a vantagem de que todos os opositores podem ser tachados de inimigos do bem-estar do povo, ou entreguistas, ou mesmo agentes dos interesses estrangeiros. Ai daqueles que se manifestarem contrários às medidas populistas! Serão tachados, no mínimo, de covardes ou derrotistas. El pueblo, nos momentos críticos, não pode contar com os tíbios e os fracotes. Faz-se necessário, nessas ocasiões, que haja líderes destemidos e impetuosos. Gente &#8220;corajosa&#8221; a ponto de não temer denunciar as injustiças. E quem seriam eles? Ora, os populistas, é claro!<br />
Infelizmente, as anomalias políticas de cunho populista não são facilmente extirpáveis do corpo social. Afinal, o populismo sempre apresenta alternativas simpáticas, impetuosas e de fácil adoção. É como se no rótulo de todo elixir populista viesse a advertência: agite antes de usar.<br />
Pobres dos que, em oposição aos desmandos populistas, apresentam alternativas antipáticas ou dolorosas ao corpo social. As massas serão instadas a repudiá-los veementemente por se posicionarem contra os interesses maiores del pueblo e de la nación.<br />
Você é daqueles que entendem que os populistas só podem ser bem-sucedidos em países atrasados como a Venezuela de Hugo Chávez, a Bolívia de Evo Morales, o Equador de Rafael Correa ou a ilha da fantasia dos irmãos Castro? Acredita que em povos maduros e mais bem instruídos esse tipo de discurso não pega? Você está sendo otimista demais. Como é que você explicaria o fato de o casal Kirchner permanecer no poder há tantos anos numa nação civilizada e com uma população bem-educada como a Argentina?<br />
Pois Néstor e Cristina Kirchner dominam a cena política por lá há sete anos e seu arsenal de expedientes populistas ainda parece ser inesgotável. Desde tentarem passar ao povo a imagem de que são como que a reencarnação de outro casal de políticos do passado, Juan e Eva Perón (também populistas), até o fato de recorrerem a &#8220;atitudes corajosas&#8221; como mandar prender comerciantes por eventuais elevações de preços e, mais recentemente, medidas de aparência patriótica como reivindicar a posse das Ilhas Falkland (&#8220;Malvinas&#8221;), desde sempre propriedade do Reino Unido. Sobre essa disputa, é bom lembrar, já houve uma guerra, vencida pelos ingleses, em 1982. O governo militar argentino de então, como forma de reconquistar o apoio popular, reivindicou as ilhas e as invadiu. Os súditos de Sua Majestade as retomaram em menos de seis meses, com pesados reveses e baixas do lado dos nossos vizinhos. Como agora, o Brasil, de imediato, se posicionou do lado de los hermanos. Desta vez, ninguém sabe dizer no que vai dar. É possível que haja uma saída diplomática. Pode, também, acabar novamente em guerra. Uma coisa, no entanto, parece previsível: a sobrevivência política do casal estará, por um bom tempo, assegurada.<br />
Para aqueles otimistas que acreditam que os brasileiros já amadureceram o bastante para não caírem mais na lábia dos populistas, vale uma advertência. A conjuntura política na América Latina sempre evolui por ondas. Quando eram os militares que ditavam as regras, quase todas as nações de nosso subcontinente adotaram regimes militares. Quando as democracias liberais do suposto Consenso de Washington apareceram, elas proliferaram rapidamente. Por outro lado, nas vezes em que regimes autoritários de cunho populista surgiram, eles contagiaram toda a região. O &#8220;regime da moda&#8221;, agora, aparenta ser esse.<br />
Que a dona Dilma me desminta se eu não estou dizendo a verdade. <a href='http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/02/26/quem-tem-medo-dos-populistas/' rel="nofollow">Continue Lendo..</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-688" title="multidão" src="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2010/02/multidão-150x150.jpg" alt="multidão" width="150" height="150" />Os populistas voltaram. Sim. Eles mesmos. Já andaram por aqui na década de 1940, ressurgiram na década de 1950 e início da de 1960 e andaram caçando bois em pastos na de 1980. Eles são sempre iguais: adoráveis em curto prazo, perigosos em médio prazo e desastrosos em longo prazo. E não se corrigem. Até porque seus métodos voltam sempre a fazer sucesso desde que o povo se esqueça das catástrofes que causaram em suas últimas atuações. O populismo é uma doença infantil da democracia. Um mal tão perigoso quanto a catapora e o sarampo. E, como eles, parece inofensivo em seus primeiros sintomas.<br />
Populismo, na prática, é como fazem determinados jogadores de futebol que descobrem que fazer gols é muito difícil. Mais cômodo e com melhores efeitos imediatos é &#8220;jogar para a plateia&#8221;. Uma embaixadinha aqui, uma ameaça de drible acolá e pronto, os torcedores já se dão por satisfeitos. Para que lutar por resultados efetivos? De que vale suar a camisa se com muito menor esforço já se consegue agradar ao público?<br />
Medidas e atitudes populistas não costumam agradar à opinião pública em nações onde as instituições já estão maduras e consolidadas. Também não servem para nações onde essas nem sequer existem. Funcionam bem onde já há alguns arremedos de instituições mas elas ainda são fracas, incipientes. É o caso da maior parte das nações da América Latina.<br />
Populismo não tem fórmula pronta e acabada. Tampouco é passível de improvisação. É, na prática, um espetáculo de ilusionismo, mágicas e efeitos especiais. O governante populista não se arrisca jamais a tomar medidas que possam parecer antipáticas. Mesmo que a experiência de seu país, e também dos outros, indique que estas são as únicas que podem surtir algum efeito. Os populistas preferem arroubos retóricos a atitudes eficazes. Num momento de alto desemprego, inflação e estagnação econômica, o que vem à mente de um governante populista? Adotar um receituário econômico de austeridade e severidade? Ou fazer pronunciamientos públicos irados contra a suposta exploração de que seu pobre país seria vítima por parte das nações mais ricas? Não há dúvida de que os populistas optam pela segunda fórmula.<br />
Agir assim é mais fácil, mais cômodo e ainda leva a vantagem de que todos os opositores podem ser tachados de inimigos do bem-estar do povo, ou entreguistas, ou mesmo agentes dos interesses estrangeiros. Ai daqueles que se manifestarem contrários às medidas populistas! Serão tachados, no mínimo, de covardes ou derrotistas. El pueblo, nos momentos críticos, não pode contar com os tíbios e os fracotes. Faz-se necessário, nessas ocasiões, que haja líderes destemidos e impetuosos. Gente &#8220;corajosa&#8221; a ponto de não temer denunciar as injustiças. E quem seriam eles? Ora, os populistas, é claro!<br />
Infelizmente, as anomalias políticas de cunho populista não são facilmente extirpáveis do corpo social. Afinal, o populismo sempre apresenta alternativas simpáticas, impetuosas e de fácil adoção. É como se no rótulo de todo elixir populista viesse a advertência: agite antes de usar.<br />
Pobres dos que, em oposição aos desmandos populistas, apresentam alternativas antipáticas ou dolorosas ao corpo social. As massas serão instadas a repudiá-los veementemente por se posicionarem contra os interesses maiores del pueblo e de la nación.<br />
Você é daqueles que entendem que os populistas só podem ser bem-sucedidos em países atrasados como a Venezuela de Hugo Chávez, a Bolívia de Evo Morales, o Equador de Rafael Correa ou a ilha da fantasia dos irmãos Castro? Acredita que em povos maduros e mais bem instruídos esse tipo de discurso não pega? Você está sendo otimista demais. Como é que você explicaria o fato de o casal Kirchner permanecer no poder há tantos anos numa nação civilizada e com uma população bem-educada como a Argentina?<br />
Pois Néstor e Cristina Kirchner dominam a cena política por lá há sete anos e seu arsenal de expedientes populistas ainda parece ser inesgotável. Desde tentarem passar ao povo a imagem de que são como que a reencarnação de outro casal de políticos do passado, Juan e Eva Perón (também populistas), até o fato de recorrerem a &#8220;atitudes corajosas&#8221; como mandar prender comerciantes por eventuais elevações de preços e, mais recentemente, medidas de aparência patriótica como reivindicar a posse das Ilhas Falkland (&#8220;Malvinas&#8221;), desde sempre propriedade do Reino Unido. Sobre essa disputa, é bom lembrar, já houve uma guerra, vencida pelos ingleses, em 1982. O governo militar argentino de então, como forma de reconquistar o apoio popular, reivindicou as ilhas e as invadiu. Os súditos de Sua Majestade as retomaram em menos de seis meses, com pesados reveses e baixas do lado dos nossos vizinhos. Como agora, o Brasil, de imediato, se posicionou do lado de los hermanos. Desta vez, ninguém sabe dizer no que vai dar. É possível que haja uma saída diplomática. Pode, também, acabar novamente em guerra. Uma coisa, no entanto, parece previsível: a sobrevivência política do casal estará, por um bom tempo, assegurada.<br />
Para aqueles otimistas que acreditam que os brasileiros já amadureceram o bastante para não caírem mais na lábia dos populistas, vale uma advertência. A conjuntura política na América Latina sempre evolui por ondas. Quando eram os militares que ditavam as regras, quase todas as nações de nosso subcontinente adotaram regimes militares. Quando as democracias liberais do suposto Consenso de Washington apareceram, elas proliferaram rapidamente. Por outro lado, nas vezes em que regimes autoritários de cunho populista surgiram, eles contagiaram toda a região. O &#8220;regime da moda&#8221;, agora, aparenta ser esse.<br />
Que a dona Dilma me desminta se eu não estou dizendo a verdade. <a href='http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/02/26/quem-tem-medo-dos-populistas/' rel="nofollow">Continue Lendo..</a></p><img src="http://www.blogdomellao.com.br/?ak_action=api_record_view&id=686&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/02/26/quem-tem-medo-dos-populistas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>21</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Egoísmo esclarecido</title>
		<link>http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/02/22/egoismo-esclarecido/</link>
		<comments>http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/02/22/egoismo-esclarecido/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 18:46:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Mellão Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos Antigos]]></category>
		<category><![CDATA[Espaço Aberto do Estadão]]></category>
		<category><![CDATA[Liberalismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.blogdomellao.com.br/?p=680</guid>
		<description><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-681" title="bandeira-dos-eua" src="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2010/02/bandeira-dos-eua-150x150.jpg" alt="bandeira-dos-eua" width="150" height="150" />Quase dois séculos atrás, o francês Alexis de Tocqueville, em visita aos EUA, reparou que os americanos tinham algumas características que os diferenciavam de todos os outros povos. Segundo ele, todos os cidadãos seguiam dois valores aparentemente contraditórios. De um lado, cultivavam um individualismo exacerbado e explícito e, de outro, praticavam o comunitarismo em níveis também inéditos. <a href='http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/02/22/egoismo-esclarecido/' rel="nofollow">Continue Lendo..</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-681" title="bandeira-dos-eua" src="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2010/02/bandeira-dos-eua-150x150.jpg" alt="bandeira-dos-eua" width="150" height="150" />Quase dois séculos atrás, o francês Alexis de Tocqueville, em visita aos EUA, reparou que os americanos tinham algumas características que os diferenciavam de todos os outros povos. Segundo ele, todos os cidadãos seguiam dois valores aparentemente contraditórios. De um lado, cultivavam um individualismo exacerbado e explícito e, de outro, praticavam o comunitarismo em níveis também inéditos. <a href='http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/02/22/egoismo-esclarecido/' rel="nofollow">Continue Lendo..</a></p><img src="http://www.blogdomellao.com.br/?ak_action=api_record_view&id=680&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.blogdomellao.com.br/forum/2010/02/22/egoismo-esclarecido/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sou, mesmo, um pequeno burguês</title>
		<link>http://www.blogdomellao.com.br/forum/2009/12/28/sou-mesmo-um-pequeno-burgues/</link>
		<comments>http://www.blogdomellao.com.br/forum/2009/12/28/sou-mesmo-um-pequeno-burgues/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 28 Dec 2009 10:49:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Mellão Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos Antigos]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Espaço Aberto do Estadão]]></category>
		<category><![CDATA[O que Empobrece uma nação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.blogdomellao.com.br/?p=644</guid>
		<description><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-646" title="consciencia_moral" src="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2009/12/consciencia_moral-150x150.jpg" alt="consciencia_moral" width="150" height="150" />Há pouco mais de dois anos, um renomado autor de novelas globais declarou em uma entrevista à revista Veja que, segundo as diversas pesquisas que tinha em mãos, podia afirmar que estava ocorrendo certo relaxamento moral na consciência do brasileiro médio. As pessoas, dizia ele, já não condenavam certas atitudes totalmente antiéticas, por parte dos personagens das suas tramas, desde que agir dessa forma fosse essencial para que atingissem os seus objetivos. Na época ninguém deu a atenção devida a esse abalizado sinal de alerta dado pelo noveleiro. Eu, pessoalmente, confesso que fiquei bastante preocupado. <a href='http://www.blogdomellao.com.br/forum/2009/12/28/sou-mesmo-um-pequeno-burgues/' rel="nofollow">Continue Lendo..</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-646" title="consciencia_moral" src="http://www.blogdomellao.com.br/wp-content/uploads/2009/12/consciencia_moral-150x150.jpg" alt="consciencia_moral" width="150" height="150" />Há pouco mais de dois anos, um renomado autor de novelas globais declarou em uma entrevista à revista Veja que, segundo as diversas pesquisas que tinha em mãos, podia afirmar que estava ocorrendo certo relaxamento moral na consciência do brasileiro médio. As pessoas, dizia ele, já não condenavam certas atitudes totalmente antiéticas, por parte dos personagens das suas tramas, desde que agir dessa forma fosse essencial para que atingissem os seus objetivos. Na época ninguém deu a atenção devida a esse abalizado sinal de alerta dado pelo noveleiro. Eu, pessoalmente, confesso que fiquei bastante preocupado. <a href='http://www.blogdomellao.com.br/forum/2009/12/28/sou-mesmo-um-pequeno-burgues/' rel="nofollow">Continue Lendo..</a></p><img src="http://www.blogdomellao.com.br/?ak_action=api_record_view&id=644&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.blogdomellao.com.br/forum/2009/12/28/sou-mesmo-um-pequeno-burgues/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
