Nem eu, nem, creio, que ninguém tem uma proposta abrangente e acabada para resolver de vez o problema da criminalidade. O que se pode dizer, com certeza, é que, no Brasil, ela vem crescendo de forma assustadora nas últimas duas décadas, acima de qualquer parâmetro de razoabilidade ou comparação com a média das nações. Continue Lendo..
Arquivo da categoria ‘Artigos Antigos’
Mitos, tabus e crimes
Por que os políticos são o que são
Gosto de proferir palestras. Participo da maioria das que me convidam porque, na parte das perguntas e respostas, eu aprendo muito mais do que ensino. As questões levantadas pelos espectadores refletem, com perfeição, o que se passa no coração da opinião pública. E isto, para um jornalista, é um subsídio inestimável. Continue Lendo..
A hipocondria social
1 – Expectativas negativas produzem resultados negativos; expectativas positivas, também.2 – Se você está se sentindo bem, não se preocupe. Isso passa. 3 – Sorria. Amanhã será pior. (Leis do Pessimismo – Murphy) Continue Lendo..
Eu me orgulho de ser paulista
Não desejo contestar o legítimo interesse do presidente do Senado em desenvolver o seu Estado e a sua região. Acontece que, no afã de fazê-lo, o Sr. Antonio Carlos Magalhães cometeu uma injustiça com São Paulo e seus habitantes – inclusive o razoável contingente de baianos que aqui vivem e trabalham. Afirmou ele, em entrevista ao Estadão, que “a riqueza de São Paulo é oriunda do capital criado pelo Nordeste”. Segundo ele, esse capital se acumulou graças às exportações nordestinas de cacau e açúcar. Há um equívoco histórico nessa assertiva. Creio que se faz necessário repará-lo. Continue Lendo..
A política como deve ser
No próximo artigo já serei um deputado em atividade. O que muda na minha escrita? Eu creio que nada. Talvez a minha credibilidade sofra algum abalo. Afinal, sou agora um político. E os políticos não gozam lá de excelente reputação. Continue Lendo..
Gestão Pública é coisa séria
Em 1881, os EUA provavelmente já eram a Nação mais rica do planeta. A Guerra Civil já se encerrara havia mais de década e meia o país conhecera um ciclo de desenvolvimento nunca antes visto na História universal. O modelo democrático americano era cantado em prosa e verso. Ele se aperfeiçoava com seus próprios erros, vangloriavam-se os sobrinhos de Tio Sam, e não havia impasse que não pudesse ser superado por seus mecanismos de freios e contrapesos. Eis que, naquele ano o sistema americano enfrentou um de seus mais sérios desafios. A nação assistiu, perplexa, ai assassinato de seu recém-empossado presidente. James Abram Garfield foi baleado numa estação de trens em Washington, em 2 de julho, e veio a falecer dois meses depois, cercado de grande comoção nacional. O motivo do crime era ainda mais estarrecedor: emprego público. O algoz de Garfield era um correligionário dele, inconformado por não ter sido aproveitado na nova administração. Continue Lendo..
O pagador de promissórias
“Existem 3 formas de perder dinheiro na vida: a mais rápida é o jogo; a mais agradável são as mulheres; a mais segura é a agricultura.” ( anônimo). Esta peça, o teatrólogo Dias Gomes, com seu inegável talento, prudentemente, esqueceu-se de escrever. É mais cômodo e agradável cortejar as patrulhas ideológicas através de enredos patéticos, nos quais o drama dos deserdados da terra é pintado, a cada cena, com um expressionismo de fazer inveja a Portinari. Enquanto todos choram a sina do “José do Burro”, um “sem terra” que vai à igreja pagar sua promessa, ninguém se comove com a via crucis do burro do José, um “com terra” abnegado que, todos os dias, vai ao banco pagar suas promissórias. No entanto o destino dos dois está intimamente ligado. Continue Lendo..
Dilma no Céu
“Meu artigo de dezembro de 2009.” Caiu um forte raio em Brasília. Desses que o governo afirma que são capazes de causar um blecaute. Ele caiu justamente no Palácio do Planalto. Para espanto de alguns e alívio de outros, o raio deu de cair exatamente na cabeça da ministra Dilma Rousseff, que foi literalmente torrada. Sem nada o que fazer, ela se dirigiu ao Além. Continue Lendo..
Por que ela?
“A pedidos, republico meu artigo de março de 2010.” O caso Bancoop – a Cooperativa Habitacional dos Bancários, de onde, segundo o Ministério Público, teriam sido desviados recursos para ajudar a financiar as campanhas do PT – é mais um que vem à tona sob o mesmo tema. Digo “mais um” porque não é o primeiro nem, certamente, haverá de ser o último. Este, em teoria, é mais inaceitável porque não extraiu dinheiro do detestável “Estado burguês”, mas dos próprios “proletários” – as famílias filiadas à cooperativa que investiram os seus sofridos recursos na vã intenção de virem a possuir a casa própria. Continue Lendo..
Prezada dona Dilma
A pedidos, republico meu artigo de fevereiro de 2010. Tempos atrás, aqui mesmo, neste Espaço Aberto, comparei a senhora, com as ideias antiquadas que defende, a um DKW – aquele automóvel que foi fabricado no Brasil no início da década de 1960. Recebi numerosos e-mails reclamando que eu estava sendo injusto. Injusto com o DKW. Pois é. O carro deixou uma boa impressão, o que – perdoe-me o mau jeito – parece muito não ser o seu caso. Estive vasculhando as minhas memórias e constatei que o DKW é muito moderno para a senhora. A comparação adequada seria com um Ford 1929. E, ao afirmar isso, espero que ninguém reclame do fato de eu estar cometendo outra injustiça.
É Ford 1929, mesmo. Foi naquela época em que ele estava sendo fabricado que um sujeito chamado Benito Mussolini fazia sucesso com o lema: “Tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado.” Joseph Stalin e outros contemporâneos também não pensavam muito diferente disso. Poderíamos agraciar cada um deles com um Ford da época. Ou com uma Mercedes-Benz 770. A senhora sabia que esses personagens históricos já defendiam a ideia de um “Estado forte” – que é o cerne de sua plataforma política – naqueles tempos?
Li, se não me, engano, na revista Veja, que o bordão que o Duda Mendonça apresentou para a sua campanha eleitoral é baseado naquela música do Zeca Pagodinho: “Deixa a Dilma me levar; Dilma leva eu…” Com todo o respeito, dona Dilma, levar para onde? Dá calafrios só de pensar.
Por falar em Duda Mendonça, cabe a pergunta: vocês o reabilitaram? Vão pagar a campanha com dólares depositados nas Bahamas, como ele gosta? Isso é proibido, dona Dilma. A senhora sabia?
Li, creio que na mesma revista, que quem está articulando a sua campanha nos diversos Estados é ninguém menos que José Dirceu. É, ele mesmo. Ele já foi ministro-chefe da Casa Civil, o mesmo cargo que a senhora ocupa. Também foi reabilitado? E aquela história do “mensalão” como é que fica? Segundo a malvada da imprensa, ele era o grande articulador do esquema. Deixa pra lá. Isso também deve ser “intriga da oposição”, não é verdade? Continue Lendo..



