Arquivo da categoria ‘Artigos Antigos’

Mitos, tabus e crimes

Publicado por João Mellão Neto Em 25 Oct 2010

Nem eu, nem, creio, que ninguém tem uma proposta abrangente e acabada para resolver de vez o problema da criminalidade. O que se pode dizer, com certeza, é que, no Brasil, ela vem crescendo de forma assustadora nas últimas duas décadas, acima de qualquer parâmetro de razoabilidade ou comparação com a média das nações. Continue Lendo..

Por que os políticos são o que são

Publicado por João Mellão Neto Em 22 Oct 2010

Gosto de proferir palestras. Participo da maioria das que me convidam porque, na parte das perguntas e respostas, eu aprendo muito mais do que ensino. As questões levantadas pelos espectadores refletem, com perfeição, o que se passa no coração da opinião pública. E isto, para um jornalista, é um subsídio inestimável. Continue Lendo..

A hipocondria social

Publicado por João Mellão Neto Em 18 Oct 2010

1 – Expectativas negativas produzem resultados negativos; expectativas positivas, também.2 – Se você está se sentindo bem, não se preocupe. Isso passa. 3 – Sorria. Amanhã será pior. (Leis do Pessimismo – Murphy) Continue Lendo..

Eu me orgulho de ser paulista

Publicado por João Mellão Neto Em 27 Sep 2010

Não desejo contestar o legítimo interesse do presidente do Senado em desenvolver o seu Estado e a sua região. Acontece que, no afã de fazê-lo, o Sr. Antonio Carlos Magalhães cometeu uma injustiça com São Paulo e seus habitantes – inclusive o razoável contingente de baianos que aqui vivem e trabalham. Afirmou ele, em entrevista ao Estadão, que “a riqueza de São Paulo é oriunda do capital criado pelo Nordeste”. Segundo ele, esse capital se acumulou graças às exportações nordestinas de cacau e açúcar. Há um equívoco histórico nessa assertiva. Creio que se faz necessário repará-lo. Continue Lendo..

A política como deve ser

Publicado por João Mellão Neto Em 24 Sep 2010

No próximo artigo já serei um deputado em atividade. O que muda na minha escrita? Eu creio que nada. Talvez a minha credibilidade sofra algum abalo. Afinal, sou agora um político. E os políticos não gozam lá de excelente reputação. Continue Lendo..

Gestão Pública é coisa séria

Publicado por João Mellão Neto Em 23 Sep 2010

Em 1881, os EUA provavelmente já eram a Nação mais rica do planeta. A Guerra Civil já se encerrara havia mais de década e meia  o país conhecera um ciclo de desenvolvimento nunca antes visto na História universal. O modelo democrático americano era cantado em prosa e verso. Ele se aperfeiçoava com seus próprios erros, vangloriavam-se os sobrinhos de Tio Sam, e não havia impasse que não pudesse ser superado por seus mecanismos de freios e contrapesos. Eis que, naquele ano o sistema americano enfrentou um de seus mais sérios desafios.  A nação assistiu, perplexa, ai assassinato de seu recém-empossado presidente. James Abram Garfield foi baleado numa estação de trens em Washington, em 2 de julho, e veio a falecer dois meses depois, cercado de grande comoção nacional. O motivo do crime era ainda mais estarrecedor: emprego público. O algoz de Garfield era um correligionário dele, inconformado por não ter sido aproveitado na nova administração. Continue Lendo..

O pagador de promissórias

Publicado por João Mellão Neto Em 02 Sep 2010

“Existem 3 formas de perder dinheiro na vida: a mais rápida é o jogo; a mais agradável são as mulheres; a mais segura é a agricultura.” ( anônimo). Esta peça, o teatrólogo Dias Gomes, com seu inegável talento, prudentemente, esqueceu-se de escrever. É mais cômodo e agradável cortejar as patrulhas ideológicas através de enredos patéticos, nos quais o drama dos deserdados da terra é pintado, a cada cena, com um expressionismo de fazer inveja a Portinari. Enquanto todos choram a sina do “José do Burro”, um “sem terra” que vai à igreja pagar sua promessa, ninguém se comove com a via crucis do burro do José, um “com terra” abnegado que, todos os dias, vai ao banco pagar suas promissórias. No entanto o destino dos dois está intimamente ligado. Continue Lendo..

Dilma no Céu

Publicado por João Mellão Neto Em 30 Aug 2010

“Meu artigo de dezembro de 2009.” Caiu um forte raio em Brasília. Desses que o governo afirma que são capazes de causar um blecaute. Ele caiu justamente no Palácio do Planalto. Para espanto de alguns e alívio de outros, o raio deu de cair exatamente na cabeça da ministra Dilma Rousseff, que foi literalmente torrada. Sem nada o que fazer, ela se dirigiu ao Além. Continue Lendo..

Por que ela?

Publicado por João Mellão Neto Em 26 Aug 2010

“A pedidos, republico meu artigo de março de 2010.”  O caso Bancoop – a Cooperativa Habitacional dos Bancários, de onde, segundo o Ministério Público, teriam sido desviados recursos para ajudar a financiar as campanhas do PT – é mais um que vem à tona sob o mesmo tema. Digo “mais um” porque não é o primeiro nem, certamente, haverá de ser o último. Este, em teoria, é mais inaceitável porque não extraiu dinheiro do detestável “Estado burguês”, mas dos próprios “proletários” – as famílias filiadas à cooperativa que investiram os seus sofridos recursos na vã intenção de virem a possuir a casa própria. Continue Lendo..

Prezada dona Dilma

Publicado por João Mellão Neto Em 23 Aug 2010

A pedidos, republico meu artigo de fevereiro de 2010.                                                                Tempos atrás, aqui mesmo, neste Espaço Aberto, comparei a senhora, com as ideias antiquadas que defende, a um DKW – aquele automóvel que foi fabricado no Brasil no início da década de 1960. Recebi numerosos e-mails reclamando que eu estava sendo injusto. Injusto com o DKW. Pois é. O carro deixou uma boa impressão, o que – perdoe-me o mau jeito – parece muito não ser o seu caso. Estive vasculhando as minhas memórias e constatei que o DKW é muito moderno para a senhora. A comparação adequada seria com um Ford 1929. E, ao afirmar isso, espero que ninguém reclame do fato de eu estar cometendo outra injustiça.
É Ford 1929, mesmo. Foi naquela época em que ele estava sendo fabricado que um sujeito chamado Benito Mussolini fazia sucesso com o lema: “Tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado.” Joseph Stalin e outros contemporâneos também não pensavam muito diferente disso. Poderíamos agraciar cada um deles com um Ford da época. Ou com uma Mercedes-Benz 770. A senhora sabia que esses personagens históricos já defendiam a ideia de um “Estado forte” – que é o cerne de sua plataforma política – naqueles tempos?
Li, se não me, engano, na revista Veja, que o bordão que o Duda Mendonça apresentou para a sua campanha eleitoral é baseado naquela música do Zeca Pagodinho: “Deixa a Dilma me levar; Dilma leva eu…” Com todo o respeito, dona Dilma, levar para onde? Dá calafrios só de pensar.
Por falar em Duda Mendonça, cabe a pergunta: vocês o reabilitaram? Vão pagar a campanha com dólares depositados nas Bahamas, como ele gosta? Isso é proibido, dona Dilma. A senhora sabia?
Li, creio que na mesma revista, que quem está articulando a sua campanha nos diversos Estados é ninguém menos que José Dirceu. É, ele mesmo. Ele já foi ministro-chefe da Casa Civil, o mesmo cargo que a senhora ocupa. Também foi reabilitado? E aquela história do “mensalão” como é que fica? Segundo a malvada da imprensa, ele era o grande articulador do esquema. Deixa pra lá. Isso também deve ser “intriga da oposição”, não é verdade? Continue Lendo..

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