E no resto do mundo?
Nos EUA, a economia, em geral, ficou em ruínas. Na Europa – em especial na Inglaterra e na Alemanha – a situação também se tornou desesperadora. As finanças inglesas estavam totalmente vinculadas às norte-americanas e os bancos locais também ficaram insolventes. Os alemães também foram duramente atingidos porque grande parte dos investimentos de sua economia estava locada nos países do Leste europeu – ex-comunistas. Com a insolvência geral provocada pela crise, estes recursos se demonstraram de recebimento duvidoso e implodiram a sua economia.

No restante do planeta a crise se manifestou em função da queda abrupta do mercado americano. Os EUA representam algo como 20% da economia global: quando eles vão mal, todos vão mal.
Os norte-americanos pararam de importar e, como consequência, todas as nações deixaram de exportar. Os gigantescos déficits nas balanças comerciais da maioria dos países fizeram com que – com maior ou menor intensidade – todos entrassem em crise também.
E o Brasil?
Tudo indica que países como o Brasil, embora também estejam sofrendo com a crise, sairão dela com uma importância relativa maior do que a que tinham no início. Em primeiro lugar porque o sistema financeiro brasileiro não estava fortemente alavancado e, portanto, permanece sólido e suas instituições já estão com praticamente o mesmo valor de mercado que possuíam antes do chamado “setembro negro”.
A China, por seu lado, continua crescendo, embora em percentual menor do que o anterior. Brasil, China e outros países “emergentes”, durante a crise, tornar-se-ão mais relevantes do que são, atualmente.
Até quando irá esta crise?
É difícil prever. Ela pode durar apenas dois ou três anos, como se prolongar por mais de uma década, como ocorreu na Grande Depressão de 1929. Já há economistas que vislumbram luzes no horizonte. Ainda é cedo para se opinar.
Amanhã continuaremos falando dos remédios econômicos que têm sido utilizados para enfrentar a crise e de seus possíveis efeitos indesejáveis.



