Os populistas voltaram. Sim. Eles mesmos. Já andaram por aqui na década de 1940, ressurgiram na década de 1950 e início da de 1960 e andaram caçando bois em pastos na de 1980. Eles são sempre iguais: adoráveis em curto prazo, perigosos em médio prazo e desastrosos em longo prazo. E não se corrigem. Até porque seus métodos voltam sempre a fazer sucesso desde que o povo se esqueça das catástrofes que causaram em suas últimas atuações. O populismo é uma doença infantil da democracia. Um mal tão perigoso quanto a catapora e o sarampo. E, como eles, parece inofensivo em seus primeiros sintomas.
Populismo, na prática, é como fazem determinados jogadores de futebol que descobrem que fazer gols é muito difícil. Mais cômodo e com melhores efeitos imediatos é “jogar para a plateia”. Uma embaixadinha aqui, uma ameaça de drible acolá e pronto, os torcedores já se dão por satisfeitos. Para que lutar por resultados efetivos? De que vale suar a camisa se com muito menor esforço já se consegue agradar ao público?
Medidas e atitudes populistas não costumam agradar à opinião pública em nações onde as instituições já estão maduras e consolidadas. Também não servem para nações onde essas nem sequer existem. Funcionam bem onde já há alguns arremedos de instituições mas elas ainda são fracas, incipientes. É o caso da maior parte das nações da América Latina.
Populismo não tem fórmula pronta e acabada. Tampouco é passível de improvisação. É, na prática, um espetáculo de ilusionismo, mágicas e efeitos especiais. O governante populista não se arrisca jamais a tomar medidas que possam parecer antipáticas. Mesmo que a experiência de seu país, e também dos outros, indique que estas são as únicas que podem surtir algum efeito. Os populistas preferem arroubos retóricos a atitudes eficazes. Num momento de alto desemprego, inflação e estagnação econômica, o que vem à mente de um governante populista? Adotar um receituário econômico de austeridade e severidade? Ou fazer pronunciamientos públicos irados contra a suposta exploração de que seu pobre país seria vítima por parte das nações mais ricas? Não há dúvida de que os populistas optam pela segunda fórmula.
Agir assim é mais fácil, mais cômodo e ainda leva a vantagem de que todos os opositores podem ser tachados de inimigos do bem-estar do povo, ou entreguistas, ou mesmo agentes dos interesses estrangeiros. Ai daqueles que se manifestarem contrários às medidas populistas! Serão tachados, no mínimo, de covardes ou derrotistas. El pueblo, nos momentos críticos, não pode contar com os tíbios e os fracotes. Faz-se necessário, nessas ocasiões, que haja líderes destemidos e impetuosos. Gente “corajosa” a ponto de não temer denunciar as injustiças. E quem seriam eles? Ora, os populistas, é claro!
Infelizmente, as anomalias políticas de cunho populista não são facilmente extirpáveis do corpo social. Afinal, o populismo sempre apresenta alternativas simpáticas, impetuosas e de fácil adoção. É como se no rótulo de todo elixir populista viesse a advertência: agite antes de usar.
Pobres dos que, em oposição aos desmandos populistas, apresentam alternativas antipáticas ou dolorosas ao corpo social. As massas serão instadas a repudiá-los veementemente por se posicionarem contra os interesses maiores del pueblo e de la nación.
Você é daqueles que entendem que os populistas só podem ser bem-sucedidos em países atrasados como a Venezuela de Hugo Chávez, a Bolívia de Evo Morales, o Equador de Rafael Correa ou a ilha da fantasia dos irmãos Castro? Acredita que em povos maduros e mais bem instruídos esse tipo de discurso não pega? Você está sendo otimista demais. Como é que você explicaria o fato de o casal Kirchner permanecer no poder há tantos anos numa nação civilizada e com uma população bem-educada como a Argentina?
Pois Néstor e Cristina Kirchner dominam a cena política por lá há sete anos e seu arsenal de expedientes populistas ainda parece ser inesgotável. Desde tentarem passar ao povo a imagem de que são como que a reencarnação de outro casal de políticos do passado, Juan e Eva Perón (também populistas), até o fato de recorrerem a “atitudes corajosas” como mandar prender comerciantes por eventuais elevações de preços e, mais recentemente, medidas de aparência patriótica como reivindicar a posse das Ilhas Falkland (“Malvinas”), desde sempre propriedade do Reino Unido. Sobre essa disputa, é bom lembrar, já houve uma guerra, vencida pelos ingleses, em 1982. O governo militar argentino de então, como forma de reconquistar o apoio popular, reivindicou as ilhas e as invadiu. Os súditos de Sua Majestade as retomaram em menos de seis meses, com pesados reveses e baixas do lado dos nossos vizinhos. Como agora, o Brasil, de imediato, se posicionou do lado de los hermanos. Desta vez, ninguém sabe dizer no que vai dar. É possível que haja uma saída diplomática. Pode, também, acabar novamente em guerra. Uma coisa, no entanto, parece previsível: a sobrevivência política do casal estará, por um bom tempo, assegurada.
Para aqueles otimistas que acreditam que os brasileiros já amadureceram o bastante para não caírem mais na lábia dos populistas, vale uma advertência. A conjuntura política na América Latina sempre evolui por ondas. Quando eram os militares que ditavam as regras, quase todas as nações de nosso subcontinente adotaram regimes militares. Quando as democracias liberais do suposto Consenso de Washington apareceram, elas proliferaram rapidamente. Por outro lado, nas vezes em que regimes autoritários de cunho populista surgiram, eles contagiaram toda a região. O “regime da moda”, agora, aparenta ser esse.
Que a dona Dilma me desminta se eu não estou dizendo a verdade. Continue Lendo..
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Quem tem medo dos populistas?
Egoísmo esclarecido
Quase dois séculos atrás, o francês Alexis de Tocqueville, em visita aos EUA, reparou que os americanos tinham algumas características que os diferenciavam de todos os outros povos. Segundo ele, todos os cidadãos seguiam dois valores aparentemente contraditórios. De um lado, cultivavam um individualismo exacerbado e explícito e, de outro, praticavam o comunitarismo em níveis também inéditos. Continue Lendo..
Prezada dona Dilma
Tempos atrás, aqui mesmo, neste Espaço Aberto, comparei a senhora, com as ideias antiquadas que defende, a um DKW – aquele automóvel que foi fabricado no Brasil no início da década de 1960. Recebi numerosos e-mails reclamando que eu estava sendo injusto. Injusto com o DKW. Pois é. O carro deixou uma boa impressão, o que – perdoe-me o mau jeito – parece muito não ser o seu caso. Estive vasculhando as minhas memórias e constatei que o DKW é muito moderno para a senhora. A comparação adequada seria com um Ford 1929. E, ao afirmar isso, espero que ninguém reclame do fato de eu estar cometendo outra injustiça.
É Ford 1929, mesmo. Foi naquela época em que ele estava sendo fabricado que um sujeito chamado Benito Mussolini fazia sucesso com o lema: “Tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado.” Joseph Stalin e outros contemporâneos também não pensavam muito diferente disso. Poderíamos agraciar cada um deles com um Ford da época. Ou com uma Mercedes-Benz 770. A senhora sabia que esses personagens históricos já defendiam a ideia de um “Estado forte” – que é o cerne de sua plataforma política – naqueles tempos?
Li, se não me, engano, na revista Veja, que o bordão que o Duda Mendonça apresentou para a sua campanha eleitoral é baseado naquela música do Zeca Pagodinho: “Deixa a Dilma me levar; Dilma leva eu…” Com todo o respeito, dona Dilma, levar para onde? Dá calafrios só de pensar.
Por falar em Duda Mendonça, cabe a pergunta: vocês o reabilitaram? Vão pagar a campanha com dólares depositados nas Bahamas, como ele gosta? Isso é proibido, dona Dilma. A senhora sabia?
Li, creio que na mesma revista, que quem está articulando a sua campanha nos diversos Estados é ninguém menos que José Dirceu. É, ele mesmo. Ele já foi ministro-chefe da Casa Civil, o mesmo cargo que a senhora ocupa. Também foi reabilitado? E aquela história do “mensalão” como é que fica? Segundo a malvada da imprensa, ele era o grande articulador do esquema. Deixa pra lá. Isso também deve ser “intriga da oposição”, não é verdade? Continue Lendo..
A revanche
Lá por meados da década de 1970 eu era universitário e nós, estudantes, tínhamos certeza que o governo militar estava caindo, de modo que nossos debates se davam a respeito de que governo viria a suceder àquele. Havia várias correntes de pensamento, todas elas marxistas, que pregavam desde o socialismo light até o comunismo da linha dura maoista. Por que não a social-democracia? Porque, segundo se dizia, esse tipo de sistema de governo era um embuste criado como forma de adiar o advento da Grande Revolução. A burguesia era culpada de tudo. E não nos dávamos conta é de que nós éramos todos burgueses também. Pequenos burgueses, o que era pior.
Ernesto Geisel, no colégio eleitoral, havia vencido Ulysses Guimarães, que se declarara “anticandidato”.
O que nós achávamos de tudo isso? Nada. Tratava-se de algo que não nos dizia respeito. Geisel ou Ulysses, ambos nos pareciam ser farinha do mesmo saco. O jogo político, no nosso pensamento, era outro. Ele não se travava nas urnas, mas sim nas ruas, onde se digladiavam, ferozmente, as diversas facções do pensamento de esquerda. Extrema esquerda, diga-se.
É de conveniência relembrar tudo isso para destacar que, curiosamente, não existia nenhuma corrente de pensamento, ao menos nos meios acadêmicos, que tivesse como bandeira a redemocratização.
Cada uma das alas do movimento estudantil, por sua vez, estava conectada a uma congênere, no mundo lá fora. Todos sabiam que o grupo x respondia ao MR-8, que o grupo y tinha laços estreitos com o PC do B, e assim por diante. No frigir dos ovos, diga-se a verdade, a situação era intelectualmente cômoda para os dois lados. Nos quartéis tinha-se como verdade o fato de que a sociedade brasileira era como um imenso caldeirão fervente: se fosse destampado, explodiria. As esquerdas, por sua vez, acreditavam no mesmo: a caldeira estava prestes a explodir. E, convictos todos disso, nada, na verdade, acontecia.
Na área sindical, sempre tomada pelos pelegos, começava a surgir algo de novo e inédito. O Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, tido como a elite do proletariado brasileiro, elegeu uma nova diretoria e a impressão que dava era de que essa era autêntica: não faria, como sempre, o jogo dos patrões. O novo presidente do sindicato era um nordestino agitado e falante. O Brasil ainda ouviria muito falar dele: seu nome era Luiz Inácio da Silva, mais conhecido como Lula.
Uma de suas primeiras providências, para desapontamento geral, foi comunicar aos ideólogos que a presença deles não era bem-vinda. Segundo afirmou, intelectual e estudante “só serviam para atrapalhar”. Alguns poucos anos depois, quando foi fundado o Partido dos Trabalhadores, ele viria a descobrir uma utilidade para “aquele tipo esquisito de gente”: eles eram excelentes para organizar protestos e manifestações públicas e estavam sempre dispostos a tomar a frente dos movimentos. Eram os primeiros a tomar cacetada da polícia.
Alguns anos antes, todos nós sabíamos, os intelectuais e estudantes haviam tomado outro rumo, bem mais perigoso: organizaram-se em células e partiram para o confronto armado com as forças da situação.
Muitos dos que adotaram essa opção viriam mais tarde, recentemente, a posar de mártires da luta pela volta da democracia no Brasil. Eis um dado controverso: até onde se sabe, eles não lutavam pela redemocratização. Essa hipótese nem lhes passava pela cabeça. O que pregavam, de fato, era a troca de uma “ditadura de direita” por uma “ditadura de esquerda”, que se prenunciava tão ou mais feroz do que a então existente.
Tenho reparado que essa brava gente está de volta, cerrando fileiras em torno de um canhestro “Programa Nacional de Direitos Humanos – versão 3″. Estão brincando com pólvora: entre numerosas outras propostas, eles defendem a revogação unilateral da Lei da Anistia. Continue Lendo..
Viva o lucro!
Com a realização do leilão para a concessão de exploração das rodovias federais à iniciativa privada, o governo Lula finalmente se rende à tese – tão contrária ao pensamento esquerdista – de que o Estado não pode tudo e, por conseqüência, de que ao Estado não cabe tudo.
Os intelectuais petistas sempre fizeram questão de retratar os liberais (ou neoliberais) como autênticos vendilhões da Pátria. Na condição de liberal convicto, posso afiançar que essa nunca foi a nossa bandeira. Nós não pugnamos pelo fim do Estado (essa é a tese do anarquismo), tampouco queremos um Estado mínimo (há papéis na sociedade que somente o Estado pode exercer) e muito menos desejamos um Estado fraco. Para que o capitalismo funcione eficientemente é necessário um Estado enérgico, que faça cumprir as regras do jogo. Quando isso não ocorre, o mercado se deixa tomar pela autofagia, a livre concorrência deixa de existir e, com isso, o próprio segredo do sucesso do sistema vira uma farsa. Um capitalismo forte não pode abrir mão de um Estado forte, que, tal como um árbitro esportivo, zela para que o jogo transcorra dentro das normas estabelecidas. Continue Lendo..
Os alicerces da democracia
Até 1951, o presidente dos Estados Unidos da América, legalmente, podia reeleger-se quantas vezes quisesse. George Washington, o primeiro norte-americano a ocupar a cadeira, fixou uma tradição, religiosamente seguida por seus sucessores, de só se recandidatar uma única vez. Acontece que esta obrigação nunca fora fixada em lei. Franklin Roosevelt, presidente de 1933 a 1945, decidiu desafiá-la e foi eleito para quatro mandatos. Extremamente popular, só não foi além porque, logo no início de sua quarta investidura, veio a falecer, abrindo um amplo e apaixonado debate na nação sobre a conveniência de se permitirem reeleições indefinidas para o cargo presidencial. Não que Roosevelt tivesse sido um mau governante. Ao contrário. Ele foi, sem dúvida, o supremo mandatário que mais qualidades possuiu durante todo o século 20. O problema era de outra natureza. O instituto das reeleições indefinidas atentava contra a própria democracia, cujo sistema de freios e contrapesos a fazia garantir-se por si só, aprender com seus próprios erros e manter-se em constante evolução. Esse sistema de “check and balances” – toda criança americana aprende desde que entra na escola – é a melhor criação institucional dos EUA e, por isso mesmo, a razão pela qual o povo da grande nação se julga moralmente superior aos demais e, com certa presunção, procura exportá-lo para todos os países.
O conceito norte-americano de democracia é bastante complexo e não se lastreia unicamente no ato de fazer valer a vontade da maioria. Hitler, num extremo exemplo, contava com o respaldo da maioria dos alemães e nem por isso se pode dizer que tenha governado de forma democrática. Os próprios norte-americanos quase caíram nessa terrível falácia em 1787, ao aprovarem a sua Constituição, a primeira dos tempos modernos, sem dela fazer constar os fundamentais direitos individuais. Alguns poucos anos depois, em 1791, foram aprovadas de uma vez só as dez primeiras Emendas à Constituição, que nada mais eram do que a explicitação dos direitos e prerrogativas das minorias e dos indivíduos. Continue Lendo..
Vivam as ”patricinhas”!
Ensinamento ministrado numa aula de Filosofia do Direito para alunos do 7º semestre de uma conceituada universidade paulistana: “Vocês, que só transaram com patricinhas? burguesas, não sabem de fato o que é sexo. Essas meninas se preocupam exclusivamente com sua aparência e nunca se permitem entregar-se por inteiro aos prazeres da carne. Se vocês querem saber o que é sexo de verdade, tenham relações com moças da periferia. Estas estão livres dos condicionamentos e valores burgueses e por isso sabem de fato como se pratica um ato sexual.”
Por mais absurdo que pareça, essa “aula” ocorreu de verdade e me foi relatada por um amigo de meus filhos adolescentes. Sinal dos tempos. Depois de 1989, com a queda do Muro de Berlim, o comunismo, com seu lastro marxista, deixou de existir como realidade concreta. Seus discípulos, agora, denunciam o capitalismo pelos mais insólitos motivos. Tentam conciliar comunismo com ecologia, convenientemente se esquecendo de que as nações que abraçaram essa ideologia foram, de longe, as que mais poluíram o planeta.
E não é só isso. Comunistas que se prezem estão sempre prontos a denunciar intransigentemente as mazelas das “democracias burguesas”. Para eles, a corrupção e o desperdício de verbas públicas se dão exclusivamente no capitalismo. Esquecem, talvez, que nos países que seguem o marxismo nem sequer há eleições. E, quando eventualmente ocorrem, para cada cargo existe um candidato único e quem não votar nele corre o sério risco de perder o emprego. Como nas economias comunistas só existe um patrão, o Estado, perder o emprego significa condenar-se à miséria. Além disso, se o capitalismo não é perfeito na aplicação de verbas públicas, no comunismo o desperdício desses recursos é geometricamente maior. Até porque nele não há instituições de cunho burguês, como tribunais de contas. Tampouco a imprensa pode exercer seu papel: todas as publicações são severamente controladas, de forma que não existe uma matéria sequer que denuncie o pessoal do poder.
Outra acusação recorrente é a de que no capitalismo as pessoas e instituições são insensíveis à pobreza. Talvez, em parte, realmente o sejam, mas não se pode perder de vista que a “odiosa globalização” – que a esquerda chama de neo-imperialismo – já logrou, em poucos anos, tirar centenas de milhões de pessoas da miséria. Perguntem a um vietnamita ou cambojano – cujos países foram símbolo da miséria até duas décadas atrás e hoje são “inescrupulosamente” espoliados pelas multinacionais capitalistas – se têm vontade de voltar ao antigo regime. A resposta, invariavelmente, será um sonoro e resoluto “não”.
Mas há, também, bravas nações que resistem heroicamente às poderosas investidas do monstro capitalista. Vale a pena ressaltar os corajosos exemplos de Cuba e Coréia do Norte, clube exclusivo que recebeu recentemente a companhia de Venezuela e Bolívia – o Equador ainda estuda se adere ou não. O problema-chave desses países é que a maioria de seu comércio exterior se dá justamente com os detestáveis EUA. A Venezuela, de todos, é o que se encontra em posição mais confortável: possui petróleo em abundância e os EUA, pragmaticamente, preferem ignorar a recorrente catilinária antiimperialista de Hugo Chávez desde que o fornecimento de petróleo venezuelano não seja interrompido. E Chávez não é louco de fazê-lo: dois terços da economia venezuelana dependem diretamente desse comércio e, como está, está bem para todos. Continue Lendo..
A Velhinha e o Escoteiro
“Burocratas, no serviço público, são como livros em estantes: quanto mais alto estão, menor serventia têm.” Continue Lendo..



