Os populistas voltaram. Sim. Eles mesmos. Já andaram por aqui na década de 1940, ressurgiram na década de 1950 e início da de 1960 e andaram caçando bois em pastos na de 1980. Eles são sempre iguais: adoráveis em curto prazo, perigosos em médio prazo e desastrosos em longo prazo. E não se corrigem. Até porque seus métodos voltam sempre a fazer sucesso desde que o povo se esqueça das catástrofes que causaram em suas últimas atuações. O populismo é uma doença infantil da democracia. Um mal tão perigoso quanto a catapora e o sarampo. E, como eles, parece inofensivo em seus primeiros sintomas.
Populismo, na prática, é como fazem determinados jogadores de futebol que descobrem que fazer gols é muito difícil. Mais cômodo e com melhores efeitos imediatos é “jogar para a plateia”. Uma embaixadinha aqui, uma ameaça de drible acolá e pronto, os torcedores já se dão por satisfeitos. Para que lutar por resultados efetivos? De que vale suar a camisa se com muito menor esforço já se consegue agradar ao público?
Medidas e atitudes populistas não costumam agradar à opinião pública em nações onde as instituições já estão maduras e consolidadas. Também não servem para nações onde essas nem sequer existem. Funcionam bem onde já há alguns arremedos de instituições mas elas ainda são fracas, incipientes. É o caso da maior parte das nações da América Latina.
Populismo não tem fórmula pronta e acabada. Tampouco é passível de improvisação. É, na prática, um espetáculo de ilusionismo, mágicas e efeitos especiais. O governante populista não se arrisca jamais a tomar medidas que possam parecer antipáticas. Mesmo que a experiência de seu país, e também dos outros, indique que estas são as únicas que podem surtir algum efeito. Os populistas preferem arroubos retóricos a atitudes eficazes. Num momento de alto desemprego, inflação e estagnação econômica, o que vem à mente de um governante populista? Adotar um receituário econômico de austeridade e severidade? Ou fazer pronunciamientos públicos irados contra a suposta exploração de que seu pobre país seria vítima por parte das nações mais ricas? Não há dúvida de que os populistas optam pela segunda fórmula.
Agir assim é mais fácil, mais cômodo e ainda leva a vantagem de que todos os opositores podem ser tachados de inimigos do bem-estar do povo, ou entreguistas, ou mesmo agentes dos interesses estrangeiros. Ai daqueles que se manifestarem contrários às medidas populistas! Serão tachados, no mínimo, de covardes ou derrotistas. El pueblo, nos momentos críticos, não pode contar com os tíbios e os fracotes. Faz-se necessário, nessas ocasiões, que haja líderes destemidos e impetuosos. Gente “corajosa” a ponto de não temer denunciar as injustiças. E quem seriam eles? Ora, os populistas, é claro!
Infelizmente, as anomalias políticas de cunho populista não são facilmente extirpáveis do corpo social. Afinal, o populismo sempre apresenta alternativas simpáticas, impetuosas e de fácil adoção. É como se no rótulo de todo elixir populista viesse a advertência: agite antes de usar.
Pobres dos que, em oposição aos desmandos populistas, apresentam alternativas antipáticas ou dolorosas ao corpo social. As massas serão instadas a repudiá-los veementemente por se posicionarem contra os interesses maiores del pueblo e de la nación.
Você é daqueles que entendem que os populistas só podem ser bem-sucedidos em países atrasados como a Venezuela de Hugo Chávez, a Bolívia de Evo Morales, o Equador de Rafael Correa ou a ilha da fantasia dos irmãos Castro? Acredita que em povos maduros e mais bem instruídos esse tipo de discurso não pega? Você está sendo otimista demais. Como é que você explicaria o fato de o casal Kirchner permanecer no poder há tantos anos numa nação civilizada e com uma população bem-educada como a Argentina?
Pois Néstor e Cristina Kirchner dominam a cena política por lá há sete anos e seu arsenal de expedientes populistas ainda parece ser inesgotável. Desde tentarem passar ao povo a imagem de que são como que a reencarnação de outro casal de políticos do passado, Juan e Eva Perón (também populistas), até o fato de recorrerem a “atitudes corajosas” como mandar prender comerciantes por eventuais elevações de preços e, mais recentemente, medidas de aparência patriótica como reivindicar a posse das Ilhas Falkland (“Malvinas”), desde sempre propriedade do Reino Unido. Sobre essa disputa, é bom lembrar, já houve uma guerra, vencida pelos ingleses, em 1982. O governo militar argentino de então, como forma de reconquistar o apoio popular, reivindicou as ilhas e as invadiu. Os súditos de Sua Majestade as retomaram em menos de seis meses, com pesados reveses e baixas do lado dos nossos vizinhos. Como agora, o Brasil, de imediato, se posicionou do lado de los hermanos. Desta vez, ninguém sabe dizer no que vai dar. É possível que haja uma saída diplomática. Pode, também, acabar novamente em guerra. Uma coisa, no entanto, parece previsível: a sobrevivência política do casal estará, por um bom tempo, assegurada.
Para aqueles otimistas que acreditam que os brasileiros já amadureceram o bastante para não caírem mais na lábia dos populistas, vale uma advertência. A conjuntura política na América Latina sempre evolui por ondas. Quando eram os militares que ditavam as regras, quase todas as nações de nosso subcontinente adotaram regimes militares. Quando as democracias liberais do suposto Consenso de Washington apareceram, elas proliferaram rapidamente. Por outro lado, nas vezes em que regimes autoritários de cunho populista surgiram, eles contagiaram toda a região. O “regime da moda”, agora, aparenta ser esse.
Que a dona Dilma me desminta se eu não estou dizendo a verdade.
Artigo publicado em 26/02/2010 no jornal “O Estado de São Paulo”.




Ótimo artigo, Dep. João Mellão. E o nosso atual Presidente é um “perfeito” exemplo, infelizmente.
Parabéns, nobre jornalista. Você atingiu certamente – e com bilhantistismo, registra-se -, aquele que se diz o dono do Brasil e sua amada filhota, herdeira do terrorismo esquerdopata que tentou instalar aqui uma ditadura. No futuro veremos quais os resultados deste populismo nojento que se instalou no país. O nosso problema, e você bem sabe, é que nós não veremos nunca alguém com disposições de verdadeiramente mudar esta nação, ou seja, a instação de um conservadorismo com partidos liberais à altura do nome. Enquanto isto, observamos os serra, dilma, marina, ciro, etc., todos esquerdóides adeptos do estatismo geiseliano. Vá em frente, caro jornalista, e saiba que seus admiradores crescem na medida em que talvez uma ex-terrorista (?) possa se eleger presidente deste país. Uma lástima. Pobre Brasil.
Perdão. Corrijo: “…com disposição de…”
A posição britânica está fundamentada naquilo que eles mais sabem praticar: a mais pura lógica do imperialismo e do colonialismo, sem freios, muito pior do que o populismo. As Ilhas Malvinas para os argentinos ou Ilhas Falklands para os britânicos que se situam no Atlântico Sul, a 495 km da costa argentina e a 14,5 mil km do Reino Unido. Em 1976, a Organização dos Estados Americanos – OEA – declarou o direito de soberania pertence nosso país irmão. Aliás, o conflito interessa de perto toda América Latina e em especial a diplomacia brasileira. Trata-se de um imbróglio jurídico-político ou militar, como ocorreu em 1982. A decisão não é da ministra Dilma: é da Unasul e dos 32 países da Cúpula da Unidade da América Latina e do Caribe (Calc), que inclui membros da Commonwealth, em respaldar as reivindicações em prol de “los hermanos”. Soy loco por ti, América, loco por ti de amores…
Pois é Avellar!
Por falar em “los hermanos”, me lembrei de direitos humanos que parece que o mestre se esqueceu completamente do assunto ao visitar Cuba. Ao contrário, preferiu abraçar, fotografar, adular e cultuar aquele que aparece na foto, pessoalmente, tratando de fuzilar mais um que apenas não tinha a mesma opinião que a dele.
http://www.ternuma.com.br/executa.jpg
Foi apenas mais um dos mais de 15.000 que se deixaram morrer sob balas de fuzil lá em Cuba, não é mesmo?
Olá nobre internauta Pinduca: olha lamento por você, sim… Eu sei que você anda de cabeça inchada depois que leu as novas pesquisas, onde seu candidato é o mais rejeitado. Que houve Pinduca? Olha não precisa ficar sem dormir, sem comer, anime-se moço. Eu entendo seu desespero. Lula 73% de aprovação popular. A pauta, na Ordem do Dia, do deputado Mellão é “los hermanos” da Argentina e Ilhas Malvinas. Não tem opinião?
“Que a dona Dilma me desminta se eu não estou dizendo a verdade.”
Ela está escondida. Mas terá que aparecer. Estamos ansiosos pelo debate dos candidatos à presidência que acontecerá dentro de poucos meses. Lula não estará lá. No máximo ele poderá fazer uma simpatia e torcer para que sua candidata não fale asneiras, como sempre. Aliás, Lula, com seu índice de aprovação, revela duas coisas: uma delas é que realmente deve ser motivo de orgulho para os petistas terem a aprovação do governo atual guiada pelo estômago. Outra, quem está desesperado? Até agora, ninguém. Porém, com Dilma eleita, quem em sã consciência ficaria tranquilo? O PT, Lula e seus simpatizantes são caso de estudo: ofendem, mentem, caluniam, inventam e ainda por cima são agressivos (sim, e sabem disso). Outro dia na sala de aula um professor do meu curso estava explicando de maneira bem imparcial as vantagens e desvatagens que encontramos atualmente em nosso país. Daí um aluno, agressivamente, petista, disse: “olha, até agora eu não entendi o que vc quer dizer, se tá contra ou a favor do país”. Por que ele disse isso? Porque com o PT é assim, ou quebra tudo ou não quebra nada. Imparcialidade, sutileza ou sabedoria não existem na filosofia do partido, eles só entendem o seguinte: é contra? É a favor? É pra quebrar? Não é pra quebrar? Se Dilma for eleita, lamentemos, ora. Porque o PT tem sua veia ditatorial. É isso o que todo mundo (ou quase todo mundo) quer? Quem vai ficar reclamando depois? Lula não quer saber de vcs, caros. Nunca quis, esclareçam suas cabeças. QUER SABER É DE VOTO, GRANA (que ele tanto critica, estão cegos?), CONTINUIDADE CONVENIENTE E NA PRIMEIRA OPORTUNIDADE QUE ELE PERCEBER QUE PODE PREJUDICAR ALGO OU ALGUÉM A SEU FAVOR (nunca fez?) ELE FARÁ, ASSIM COMO SEU PARTIDO, que aliás nem isso ele respeita, ele faz o que ELE quer, e não o aconselhável. Senhoras e senhores petistas, por enquanto lamento profundamente por vcs. Se Dilma for eleita, lamentarei por todos nós, uma despreparada que sequer sabe falar direito. Mas isso é irrelevante, certo? Não é guerra? Na guerra vale tudo. Até incoerência!
Ps: Sr. Mellão, já sabe a lista de coisas que o Sr. será tachado por esse artigo, certo? Sim, porque as acusações petistas são sempre as mesmas. Ou o Sr. será burguês, ou “eles”, ou elite, ou contra o povo…Bem, o Sr. se importa? Não? Imaginava.
Senhoras e senhores, Sr. mellão, petistas, por favor confiram a última frase proferida pelo nosso presidente e vejam se estamos exagerando. Lá vai:
“Eu digo sempre o seguinte: eu acordo todo dia pedindo a Deus que cada dia mais apareça chinês comendo, indiano comendo, africano comendo, latino-americano comendo, porque quanto mais o povo comê, mais o Brasil vai ter que produzir, porque não tem nenhum país no mundo que tenha a quantidade de terras agricultáveis que tem o Brasil, nem tão pouca quantidade de sol e chuva na combinação perfeita para formar a fotossíntese que a agricultura mundial precisa”.
Isso, Lula, precisa, precisa…vai pedindo a Deus que a gente faz côro.
Ps: sou “zelite” também?
Pois é Avellar…
Que cabecinha pequena a sua, mesmo inchada é vazia e limitada.
Petista só consegue imaginar que se alguém não é petista, SÓ PODE SER PSDEBISTA, nunca lhes ocorre mais nada.
Outro problema dos totalitários, não é ter 90% de popularidade, é não se conformar que exista 10% que é contra. Coitados…
Maaas… como está em andamento apenas a campanha da dona Dilma carabina e caso qualquer outro futuro candidato venha a ter um bom desempenho, por favor não vá fazer greve de fome e se deixar morrer, como recomendou o mestre.
Por enquanto é apenas um jogo de azar onde a dona Dilma é a única candidata oficial com chances e mesmo assim está perdendo
E para terminar, não é que o deputado Melão ou qualquer outro por aqui não tenham opinião, elas apenas são diferentes das suas.
Você pode até discordar das opiniões emitidas aqui nesse blog, e sempre discorda, portanto parece um certo masoquismo não concordar com nada e nunca sair daqui, vá para o blog da petista Jussara que já tem uma visita a cada três meses.
Caro internauta:
O Brasil subiu 11 posições no ranking de liberdade de imprensa da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), divulgado em outubro de 2010. O País passou de 82º em 2008 para 71º em 2009. Tal posicionamento se fez pelos blogs na Web e em especial o do deputado Mellão Neto.
Repórteres sem Fronteiras (RSF), meu caro Pinduca, (você que pouco lê) é uma organização não-governamental internacional que visa a defender a liberdade de imprensa e de opinião no mundo.
RSF é membro e fundadora da organização Intercâmbio Internacional pela Liberdade de Expressão (IFEX), uma rede mundial de mais de 70 organizações não-governamentais de defesa da liberdade de expressão, que monitora violações à liberdade de imprensa e de expressão, movendo campanhas de defesa de jornalistas, escritores, usuários de Internet e outros que possam ser vítimas de perseguição pelo exercício do direito à expressão.
O espaço aqui foi sugerido pelo deputado Mellão que é homem educado, democrático e jamais me fez censura. Não lhe cabe a tarefa de exclusão…quem é você?
Caro jornalista João Mellão Neto, concordo em quase tudo que você postou, fez uma análise perfeita do populismo que ora cerca alguns países da América Latina. Todos sabemos aonde o populismo leva, seja a curto, médio ou longo prazo. Apenas discordo quando você diz que o populismo ainda nao foi extirpado no Brasil, aqui, acredito eu, não há mais espaço para tal jeito de fazer política.
Pois é Avellar…
Primeiramente, ninguém tentou exclui-lo de freqüentar blog nenhúm ou censura-lo, mas sua insistência só reforça a sugestão de masoquismo.
É mesmo! o blog do deputado Mellão é muito democrático, é uma pena que quando voces queiram participar de um espaço democrático tenham que recorrer aos da oposição.
De ONG’s, organizações NÃO GOVERNAMENTAIS, estou até a tampa de ver milhare delas receber doações GOVERNAMENTAIS e que fazem de tudo para não perder a têta que alimenta seus dirigentes.
Por que devo acreditar em conversas de ONG’s?
Até onde vejo, as tais ONG’s podem dizer o que quizerem mas não podem fazer nada, senão já teriam feito na Argentina, Venezuela, Bolívia e Cuba só para citar poucas e inclisive defender o jornal O Estado de São Paulo que está sob censura há mais de 200 dias.
Como acreditar em conversa de petistas que não são muito chegados a respeitar leis, e se puderem, desrespeitam até a lei da gravidade.
Foi Delcídio Amaral do PT, entre outros, que seduzido pela tentação totalitária sugeriu um projeto de lei para criar a censura para a navegação na internet e envio de e-mails e com ameaça de até quatro anos de cadeia.
Querem moralizar algums coisa?
Ótimo!
Comecem em suas próprias casas de trabalho acabando com o caixa dois de campanhas e colocando na cadeia os mensaleiros do PT, do PSDB e os de Brasília, seria muito gratificante vê-los trancafiados na Papuda jogando rodadas e rodadas de baralho junto com o Arruda durante anos.
E quanto a esse “(você que pouco lê)”, porque não o repassa a observação ao mestre que assinou e disse que não leu o tal decreto totalitário de supostos direitos humanos?
Aliás, o mestre também já afirmou inúmeras vezes que nunca leu um livro, disse também que o melhor livro é um livro em branco e sente azia ao ler jornais e toma conhecimento das notícias através de sua babá, a mando de Franklin Martins, que lhe faz um sucinto relato para não dar um nó nos neurônios do mestre.
É mentira?
Então já sabemos quem pouco lê.
A propósito, já leu a íntegra do tal decreto de mais de 74 páginas?
Não precisa responder.
Não se sinta acanhado, você está em boa compania.
Lula, (que pouco lê), assinou o decreto e disse que não o leu.
Dilma, (que pouco lê) (e muito mente) também assinou e disse que deixou o decreto com seus acessores e não leu a redação final.
Jobim (que pouco lê) também não o leu e foi alertado pelos militares, que leram.
UFA! Até que enfim alguém leu o famigerado decreto.
Nele, leia-se:
Diretriz 22-I
d)Elaborar critérios de ACOMPANHAMENTO EDITORIAL a fim de criar ranking nacional de veículos de comunicação comprometidos com os princípios de (no final de todos os assuntos se colocam) Direitos Humanos, assim como os que cometem violações.
Quer dizer, colocar um censor dentro de cada redação.
Será que iso é para garantir a liberdade de imprensa?
E, de novo, lembrando o “(você que pouco lê)”, realmente leio muito pouco e tenho deficiências em várias áras, portanto gostaria de pedir-lhe a gentileza de me indicar um bom livro de história que relate com riqueza de detalhes a magnífica viagem de Napoleão à China.
Quando o jornalista Larry Rohter do NYT publicou uma matéria relatando FATOS sobre os hábitos etílicos do mestre, este, imediatamente expulsou o jornalista do país.
Alertado por acesores que não poderia fazer aquilo porque a constituição não permitia, bradou em alto e bom som “FODA-SE A CONSTITUIÇÃO!” (as palavras são dele, não minhas)
Coloque a expressão presidencial no Google e divirta-se com os resultados.
Pois é seu Avellar…
Realmente ainda temos liberdade de imprensa mas não devemos absolutamente nada a petista nenhum! Temos essa liberdade apezar do PT.
Porém, essa liberdade caminha sobre um fio em que uma das pontas está nas mãos dos petistas e a imprensa, calada, caminha para o abismo, sem abrir o bico, veja o caso da TV Globo que se limitou a noticiar o famigerado decreto sem emitir opinião. Talvez isso já seja medo de perder as propagandas do governo como expressa o decreto em:
Diretriz 22-I
c)Suspender patrocínio e publicidade oficial em meios que veiculam programações “atentatórias aos Direitos Humanos.”
E por aí vai…
Meu caro Pinduca: não sou de esquerda, nem de direita, nem petista, nem psdebista, muito menos anarquista. Como diria o poeta Manuel Bandeira, “sou pobre, subalterno, sou nada”. Mas sou nacionalista e da terra de Monteiro Lobato, portanto, sou caipira. Sou da área de ciência e tecnologia. O governo do presidente Lula olhou diferente para nosso grupo. FHC ignorou a pesquisa, desprezou o serviço público, em nome de um Estado Mínimo, que nem Estado ainda é.
Acredito em ideias, em planos e desejo tanto quanto você, o deputado Mellão e os demais bloqueiros aqui, de um Brasil melhor, em tudo. Não sou oposição a ninguém.
Entendo que o Brasil figura como mais um “protagonista no cenário mundial”, principalmente por fazer parte dos BRICs, grupo dos principais emergentes de onde se destaca a velha China. “Building Better Global Economic Brics”, os quatro principais países emergentes do mundo: Brasil, China, Russia e Índia.
De acordo com o estudo, o grupo deverá concentrar mais de 45% da população mundial e um PIB de mais de 85 trilhões de dólares.
Atualmente os BRICs não formam um bloco político (como a União Europeia), nem uma aliança de comércio formal (como o Mercosul e a ALCA), e muito menos uma aliança militar (como a OTAN), mas constituíram uma aliança através de vários tratados de comércio e cooperação assinados desde 2002.
O Brasil desperta atençao principalmente:
Possuí reservas de 16% de água doce, maior do mundo;
Temos 59% das energias renováveis do mundo, o maior potencial; mas estamos usando no máximo 18%. Necessitamos avançar;
Potencial para “uso regular de energias limpas”;
40% de nossas terras agrárias não foram totalmente usadas e podem ser aproveitadas para o plantio, inclusive para o da cana-de-açúcar.
Desde 2003 foi criado o Programa de educação e subsídio alimentar, fundamental para combater a escassez de alimentos e despertar na população para os desperdícios estruturais e familiares.
Você sabia que 4,5% de tudo que você compra no supermercado acabam se perdendo. Desperdiçamos 12% de tudo que plantamos entre a colheita, armazenamento, transporte e distribuição.
Desde 2006 o programa do “Recicle Carbono” onde a Petrobrás é a principal parceira.
Não vou falar de pré-sal e de bio-combústiveis devido ainda demandar muita pesquisa.
No espaço aqui, no blog, o deputado defende suas ideias, seus pensamentos, aliás, com entusiasmo e aberto as manifestações. É liberdade, basta.
Pinduca lembra-se de uma máxima: nem tanto o Céu, nem tanto o Inferno…
Bom artigo! Inteligente, ironico e verdadeiro (no meu ponto de vista politico pessoal). Vc é muito bom de texto. Ja compartilhei na minha pagina, rsrs.
Abç,
É lamentável a capacidade de patrulheiros do regime em vestir carapuças e desvirtuar temas interessantes para discussão. O centro deste tópico é, simplesmente, o nocivo populismo que domina a América Latina, sustentado pela ignorância e ingenuidade dos povos. O jornalista João Mellão expôs com clareza esse fenômeno social e político. Negar que isso ocorra no Brasil é desprezar a inteligência mediana, que pensa diariamente e lê.
O senhor Avellar, que de cientista não tem nada, porque se o fosse estaria acostumado à opinião reversa, desviou a discussão objetiva para uma abordagem sectária, defensiva, partidária e, depois, ofensiva. É muito chato, porque o nível de discussão deste espaço é incompatível com patrulhamento.
Os populistas não voltaram, estão voltando…
A ideologia dos radicais esgota-se com a agressão pessoal, pois construir é tarefa dos lúcidos. Não existe vitória sem a consciência do valor da igualdade e da fraternidade entre nossos irmãos do querido Brasil e da América Latina, porque o lutar por lutar é fruto de uma visão estéril da vida, onde as grandes causas desaparecem para dar lugar aos ressentimentos improdutivos e conservadores. O proselitismo neoliberal da nossa mídia, ultra-espartana, excede em muito a miragem racional, eivado de um grau de humor que soa preconceito e ódio de classe. E o pior: um preconceito forjado em falsas hipóteses. Senhor Salles: “escravos não pensam, não falam, apenas repetem o que dizem seus senhores”.
Senhor Avellar:
Você, escreve, escreve e se esforça força para parecer neutro, mas não consegue disfarçar seu “lulismo”.
Gostei muito da parte em que cita: “Escravos não pensam, não falam, apenas repetem o que dizem seus senhores”. Acho que deveria prestar mais atenção nisso…
Mellão, corretíssimo o seu texto. Santayanna parece viver em outro país.
Populismo, teu nome é Lula!
Realmente Deputado Mellao, mais uma vez entrou no amago da questao,sobre o Populismo, mal que corrompe e emperra o desenvolvimento de uma Nação. Vamos continuar pregando, pois, quem sabe teremos sucesso, e o povo possa realmente ter um governo decente e nao eivado de mentiras e demagogia barata.
Bonito discurso Fernandinho… ops!!… quer dizer, Avellar.
Por falar em “fraternidade entre nossos irmãos do querido Brasil e da América Latina”,
posso incluir Cuba nessa tua listinha?
Mas não se esqueça e nem mude de assunto, você ainda está me devendo aquele livro de história.
Quanto ao resto, fica assim:
Afinou, tá bom.
Na ordem respondo aos internautas admiradores do deputado Mellão:
caríssima senhora Rose: incomodam muito os incautos a frase citada e repetida pela senhora. A verdade factual incomoda mais ainda o pensamento neoliberal-conservador. Se Serra leva, a senhora vai ver e sentir o que é um governo autoritário. Com ele não tem jogo, nem papo na arquibancada.
Caro Pinduca: Como incomoda a popularidade do nosso Presidente da República, o melhor nos últimos 30 anos. Não Acha? Excelente a gestão do presidente-operário. Soube conduzir, por caminhos estreitos, uma crise mundial, como um verdadeiro estadista: coragem e sabedoria.
O país cresce, nosso saldo em poupança é o melhor nos últimos 40 anos. Nossas reservas cambiais são consistentes, exibindo a força de nossa economia e o valor do trabalho de nosso povo.
Reduziu-se o abismo da desigualdade e a miséria está sendo vencida.
A produção industrial neste janeiro de 2010 cresceu 1,1% sobre o mês anterior e saltou 16% em relação à igual mês de 2009, no melhor janeiro desde 1995, na comparação anual, segundo o que informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A produção de bens de consumo duráveis cresceu 36,4%, bens de capital avançaram 12,8% e bens de consumo semi e não duráveis 5,8%. E muitas realizações sociais.
Necessitamos realizar a reforma agrária, urgente. Eis a dor de cabeça do latifundiários.
Os assuntos aqui estarão no livro de história. Mas não lhe quero nenhum mal, portanto, não me confunda com Fernandinho (sic).
Acho divertidíssima a nossa direita, claro sem o brilho e a lucidez, por exemplo, de um Milton Campos ou de um Carvalho Pinto.