A revanche

Publicado por João Mellão Neto Em 02 Feb 2010

ditadura 1Lá por meados da década de 1970 eu era universitário e nós, estudantes, tínhamos certeza que o governo militar estava caindo, de modo que nossos debates se davam a respeito de que governo viria a suceder àquele. Havia várias correntes de pensamento, todas elas marxistas, que pregavam desde o socialismo light até o comunismo da linha dura maoista. Por que não a social-democracia? Porque, segundo se dizia, esse tipo de sistema de governo era um embuste criado como forma de adiar o advento da Grande Revolução. A burguesia era culpada de tudo. E não nos dávamos conta é de que nós éramos todos burgueses também. Pequenos burgueses, o que era pior.
Ernesto Geisel, no colégio eleitoral, havia vencido Ulysses Guimarães, que se declarara “anticandidato”.
O que nós achávamos de tudo isso? Nada. Tratava-se de algo que não nos dizia respeito. Geisel ou Ulysses, ambos nos pareciam ser farinha do mesmo saco. O jogo político, no nosso pensamento, era outro. Ele não se travava nas urnas, mas sim nas ruas, onde se digladiavam, ferozmente, as diversas facções do pensamento de esquerda. Extrema esquerda, diga-se.
É de conveniência relembrar tudo isso para destacar que, curiosamente, não existia nenhuma corrente de pensamento, ao menos nos meios acadêmicos, que tivesse como bandeira a redemocratização.
Cada uma das alas do movimento estudantil, por sua vez, estava conectada a uma congênere, no mundo lá fora. Todos sabiam que o grupo x respondia ao MR-8, que o grupo y tinha laços estreitos com o PC do B, e assim por diante. No frigir dos ovos, diga-se a verdade, a situação era intelectualmente cômoda para os dois lados. Nos quartéis tinha-se como verdade o fato de que a sociedade brasileira era como um imenso caldeirão fervente: se fosse destampado, explodiria. As esquerdas, por sua vez, acreditavam no mesmo: a caldeira estava prestes a explodir. E, convictos todos disso, nada, na verdade, acontecia.
Na área sindical, sempre tomada pelos pelegos, começava a surgir algo de novo e inédito. O Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, tido como a elite do proletariado brasileiro, elegeu uma nova diretoria e a impressão que dava era de que essa era autêntica: não faria, como sempre, o jogo dos patrões. O novo presidente do sindicato era um nordestino agitado e falante. O Brasil ainda ouviria muito falar dele: seu nome era Luiz Inácio da Silva, mais conhecido como Lula.
Uma de suas primeiras providências, para desapontamento geral, foi comunicar aos ideólogos que a presença deles não era bem-vinda. Segundo afirmou, intelectual e estudante “só serviam para atrapalhar”. Alguns poucos anos depois, quando foi fundado o Partido dos Trabalhadores, ele viria a descobrir uma utilidade para “aquele tipo esquisito de gente”: eles eram excelentes para organizar protestos e manifestações públicas e estavam sempre dispostos a tomar a frente dos movimentos. Eram os primeiros a tomar cacetada da polícia.
Alguns anos antes, todos nós sabíamos, os intelectuais e estudantes haviam tomado outro rumo, bem mais perigoso: organizaram-se em células e partiram para o confronto armado com as forças da situação.
Muitos dos que adotaram essa opção viriam mais tarde, recentemente, a posar de mártires da luta pela volta da democracia no Brasil. Eis um dado controverso: até onde se sabe, eles não lutavam pela redemocratização. Essa hipótese nem lhes passava pela cabeça. O que pregavam, de fato, era a troca de uma “ditadura de direita” por uma “ditadura de esquerda”, que se prenunciava tão ou mais feroz do que a então existente.
Tenho reparado que essa brava gente está de volta, cerrando fileiras em torno de um canhestro “Programa Nacional de Direitos Humanos – versão 3″. Estão brincando com pólvora: entre numerosas outras propostas, eles defendem a revogação unilateral da Lei da Anistia.

Para quem não sabe, foi pela promulgação dessa lei, em 1979, que se tornou possível a transição do regime fechado para um regime aberto. Anistia não significa perdão, e sim superação. Os fatos que ocorreram na fase de chumbo do antigo regime são dolorosos para ambos os lados. Sob a bênção dos generais, muito se matou e se torturou no Brasil, em nome do expurgo geral dos “comunistas”. Entre mortos e desaparecidos, calcula-se que as baixas teriam sido mais numerosas do que quatro centenas. Por outro lado, as esquerdas também não foram mártires inocentes desse processo. Os diversos movimentos clandestinos que exerceram a guerrilha e o terrorismo mataram mais de uma centena de pessoas, comprovadamente. Com uma agravante: a grande maioria das baixas causadas pelas guerrilhas não envolveu “soldados da causa”, mas sim gente inocente: pobres coitados transeuntes que tiveram o azar de estar na hora errada no lugar errado.
Por mais que se negue, agora, que aqueles movimentos foram terroristas, não se sabe que nome se há de dar para práticas que envolvem a detonação de bombas e o morticínio de gente inocente.
Todos, agora, exigem respeito e indenização pelo fato de terem “lutado pela volta da democracia”. Aos parentes de suas desavisadas vítimas esse tipo de argumento consola?
De mais a mais, é sempre bom relembrar: daqueles que pegaram em armas, nenhum o fez com a intenção de promover a democracia. O que eles desejavam era substituir um governo autoritário de direita por um governo totalitário de esquerda.
Que se cuidem a ministra Dilma Rousseff (VAR-Palmares) e o secretário Franklin Martins (MR-8). Se a “Comissão da Verdade”, para apurar violações dos direitos humanos durante os governos militares, for para valer, mais cedo ou mais tarde ela haverá de encontrá-los.
Deixemos que os mortos, de ambos os lados, descansem em paz.

 

 

Artigo publicado no jornal “O Estado de São Paulo” em 30 de Janeiro de 2010.

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19 Comentários em “A revanche”

  1. filosofo de boteco says:

    Plenamente de acordo no que tange a anistia de quem se envolveu nessa luta,com uma ressalva:
    Esta anistia que aí está,serve também para anistiar e manter impunes torturadores,verdadeiros psicopatas.Estes jamais deverão ser anistiados.quem se serviu do estado para seviciar,torturar e matar em nome do estado,devem ser punidos.O estado não pode ser equiparado aos que lutavam do outro lado.Se houve tortura do lado de quem combatia o estado,também deve ser punido.Ao contrário do colunista,eu estive nesta luta e vi de perto o ódio gratuito dos torturadores.
    O Torturador não tem outra razão para torturar,a não ser ver o sofrimento que ele aplica ao torturado.Deste ponto de vista,discordo do colunista.
    O estado brasileiro ,está a acobertar,sob o pretexto de esquecer ou superar,psicopatas que se serviram do estado para a pratica doentia da tortura.
    Concordo que Nós,da esquerda queríamos implantar um regime tão ruim quanto,detalhe:Éramos grupos dispersos,sem o mesmo poder e o aparato que o e estado dava aos torturadores.Lamarca roubou meia dúzia de fuzis em Quitaúna pra fazer a revolução dele,Só não foi morto antes, pelo simples fato de o CEL. Erasmo Dias e a aeronáutica, serem incompetentes.Precisaram torturar e matar camponeses ,matar pessoas com bombas de Napalm no Vale do Ribeira,para obter informações que de nada lhes adiantaram, devido a incompetência.
    Sugiro ao colunista,que vá ao Vale do Ribeira e ouça depoimento de inocentes que foram vítimas de torturadores, que hoje caminham tranquilamente pelas Ruas , impunes.Não imagine ,Vssa.Sria,que foram só guerrilheiros que foram mortos e torturados pelo estado brasileiro.Ainda hoje a tortura é pratica corrente nos distritos policiais.Como punir os comuns dos distritos, com um bando de psicopatas encobertos por esta anistia de mentira?

  2. Francisco says:

    Boa noite, Sr.Mellão. Já estava esperando o Sr. escrever sobre esse assunto:PNDH-3. O que se passa na cabeça dessa gente (do PT) hoje? O que se passava na cabeça dessa gente (do PT) no passado? Ideologia? A favor de quê? É só acompanhar tudo que fizeram (terrorismo) com o que fazem hoje (terrorismo). A diferença de um terrorismo, o do passado, para o outro, de hoje, é que o de hoje é verbal, do tipo “se vocês fizerem ou elegerem alguém que nós não aprovamos, faremos isso, assim, assado”. Ou seja, ameaça, logo, terrorismo verbal. Que Lula já no início de tudo, espertamente, fazia apologia à burrice, aproveitando a onda do momento, isso já sabemos e é perfeitamente coerente com o Lula de hoje. Que os petistas até hoje venham com o mesmo papo de que “elite isso, elite aquilo” (coisa que eles são!), também tem coerência dentro do pensamento que sempre moveu o partido. Onde está o mistério? Na época da ditadura, o que eles queriam afinal de contas, levando -se em consideração suas atitudes e idéias de hoje? Lutavam por esporte, para matar o tempo, não tinham o que fazer, estavam com alguma revolta, e a arma, grupos, estratégias eram sua válvula de escape? Ou isso ou já vislumbravam um sonho, desde aquela época, o que obviamente, como o senhor disse, NADA TINHA A VER COM DEMOCRACIA, E, SIM, PODER…PARA ELES. O PT estudou o Brasil, conhece tudo, sabe como são os brasileiros, e usam seus artifícios. Muita gente caiu nessa e ainda cai. Muita gente QUER cair, também. Dilma Rousseff candidata, depois desse histórico vergonhoso de quase oito anos. Se ela se eleger será uma questão além das questões partidárias. Será caso para estudo. E, quanto ao PNDH-3, essa gente brinca com o regime democrático como se brinca de LEGO. Só que LEGO, no máximo, quando quebra, compra-se outro. Já o regime de um país…Abs!

  3. Parabéns Sr.Melão, o momento na historia da ditadura militar foi sim uma guerra de interesses dos governantes e dos governados uns queriam o totalitarismo e outras a ditadura mais em fim anos se passaram e hoje os que estão no poder disfarçam seus atos em nome do todo, da massa e do bem comum só que se esquecem que cada pessoa tem sua vontade própria e pode sim escolher seu caminho pode sim ser autônomo do governo. Já estou cansado de ter de seguir regras que me regulam a onde fumar a onde poder comprar minhas frutas e meus legumes e o pior agora vão ter de escolher por mim o que eu quero ver na minha casa e se por acaso chegar à minha propriedade e estiver invadida eu terei que negociar com o invasor já que o juiz não pode mais determinar a retirada dos invasores isso é um absurdo eu trabalho e conquistei meus bens e eles são a garantia que tenho mais vem um “Programa Nacional de Direitos Humanos – versão 3″ e acaba com meu direito a propriedade isso é ridículo. O governo deve regular o país não o povo.

  4. Eduardo Cardoso Filho says:

    Caro Sr. Mellão, é bom ouvir uma das poucas vozes na mídia colocar os participantes das guerrilhas esquerdistas no seu devido lugar: foram TERRORISTAS, sim! Assim como os militares, eles também estavam dispostos a matar por uma causa. E mais importante: a luta não era favorárel a um sistema democrático, mas em um sistema com moldes de uma China/URSS/Cuba.

    Se for para julgar os crimes cometidos durante todo o regime militar, que se julguem TODOS! Com certeza, isso não interessa ao governo porque atinge diretamente a pré-candidata do presidente e o homem da propaganda-oficial. E o Zé Dirceu?? Se acovardou no interior do Paraná – só é um mau-caráter que nem deve saber como manusear uma espingarda de chumbo.

  5. Avellar says:

    Antigamente se cantava em velhos carnavais que o Rio de Janeiro é a cidade que seduz… “De dia falta água e a noite falta luz”.
    Hoje em São Paulo temos um governador que no interior é o Zé do Pedágio e na capital é o Zé Alagão.
    Será que seu candidato chega até o Irajá?

  6. Pinduca says:

    Pois é seu Avellar!
    Depois que colocaram no poder o Zé Pinguinha, daí para baixo vale qualquer Zé.

  7. Pinduca says:

    “Ao contrário do colunista,eu estive nesta luta e vi de perto o ódio gratuito dos torturadores.”

    Quer falar de ódio gratuito seu “filosofo de boteco”?
    Se você realmente esteve nesta, como diz, certamente militou sob as diretrizes do “Manual do guerrilheiro urbano” escrito por teu mestre Carlos Marighuella onde o autor determina que militares e soldados sejam trucidados apenas porque usam uniformes que representam o governo, manda inclusive sacrificar inocentes e atacar hospitais para conseguirem seus intentos.
    Se torturadores merecem ser julgados e condenados, certamente não são terroristas que revindicarão esse direito.
    Se ex-torturador é torturador para sempre, lembre-se que ex-terrorista é terrorista para sempre.
    Também não se esqueça de ler a nossa Constituição onde reza que os CRIMES DE TERRORISMO SÃO IMPRESCRITÍVES

  8. GEMADO says:

    É uma pena realmente, ver as novas gerações, sendo catequizadas como se os militares tivessem sido a maaior praga que o Brasil já teve. Na minha juventude, eu vivi as duas épocas, com a renuncia do Jânio, e as reiteradas tentativas de Jango e seus asseclas, colocarem em prática uma República Sindicalista no país, um pouco mais forte do que temos agora, pq aquela época tinha muita grana da URSS e de CUBA, (cujos regimes, diga-se de passagem, jamais permitiram manifestações de Sindicatos). Se o Lula existe hoje, a culpa é dos Militares, que foram lenientes com o seu crescimento. Se a luta armada (sic) (fantoches treinados em Cuba e na URSS) tivesse vencido, talvez o Lula hoje seria mais um nordestino, pobre, trabalhando em uma estatal,com um mísero salário, e sem chance de subir na vida, entrando em fila para adquirir comida e quem sabe a 51 racionada atraves de cartões dados pelo governo e dividindo sua casa com familia diversa da sua.
    O Lula, deveria pensar analisar e chegar à conclusão de que se ele hoje está no Poder, não foi por méritos dos ¨companheiros¨, mas sim pela possibilidade que os Militares lhe proporcionaram.
    Lula, deveria sim fazer um mausoléo e homenagem ¨pós-mortem¨ a todos os Generais que governaram o país durante o regime de recessão e todo dia 31 de março, fazer uma grande festa, pois é a êles que vc deve a sua existencia como Politico. E a seu grande crescimento na escala social.
    Não sou a favor de Ditaduras, sejam elas de direita ou de esquerda, mas analisando sempre os dois tipos de ditaduras, as de Direita sempre buscaram o bem estar do povo, nestas ditaduras não haviam cartões de alimentação, filas para compra de carnes, nem na Argentina, nem no Chile, nem na Espanha, nem em Portugual, mas vejam a situação que estava a Alemanha Oriental, Albania, Russia e seus satélites, e CUBA???? e mais rescentemente VENEZUELA, que já sofre crise de desabastecimento de energia, remédios e alimentação.

  9. iara says:

    Gostaria que uma boa parte dos recebedores do bolsa anistia respondessem AO POVO! É legal ou honesto capitalizar um ideal?

  10. Que nada… agora ele é o Zé da Madonna, O Jesus que se cuide…

  11. Essa gente, sob a chefia do Lula e de outras imundícies, que está no poder central e lança tentáculos, ostensivos e clandestinos por todos os lados, não quer governar, democrática e constitucionalmente nada, faz tudo para minar e debilitar gradativamente as nossa tradições, desmoralizando centenárias instituições, até instalar uma crise política e administrativa sem precedentes e ninguém mais consiga, nesse salve-se quem puder, saber onde se encontra o fio da meada. Gente gramcista, capaz da pior imoralidade, que é o de, aos poucos e, progressivamente, usar da própria liberdade democrática para solapar definitivamente a democracia, a legalidade e o estado de direito. Vamos precisar de muitos formadores do tipo Mellão Neto, Reinaldo Azevedo etc. para virar este jogo sujo contra esses parasitas!

  12. Elias says:

    Vê-se muito intelectual a dar opiniões arrazadoras sobre ditadura, tortura ou simples atitudes de “policia” dos tempos da “ditadura” e sábios ensinemntos sobre democracia.
    Os métodos abusivos contra os adversários de todos aqueles que querem o poder ou simplesmente querem mantê-lo sempre foram e sempre serão cruéis. Os romanos crucificavam…ferviam dentro de calderões de óleo…os gregos baniam..até os cristãos tinham uma certa inquisição…
    Em 1964, março, nossos “amigos do povo” de ontem e de hoje tinham as listas daqueles que seriam degolados a partir de abril em nome de uma revolução, hoje covardemente negada por aqueles que nem a viveram. Jovens da minha idade eram recrutados de ambos os lados (comunistas grupos, dos onze frentes campesinas de um lado e não comunistas, mulheres católicas de Minas GErais, Tradição Patria e Familia padres e cidadãos comunes de cada currutela do outro ) para a luta armada. É interessante registrar que de ambos os lados ninguém pagava ou recebia 30 reais por dia com dinheiro do imposto sindical para apoiar a causa, como a ralé do que sobrou daqueles movimentos e subsequentes.
    Em trinta e um de março de 1964 os militares anteciparam com um contragolpe e acabaram praticamente sem sangue com a sanha da esquerda. Foi possível porque não eram tantos os cumunistas cidadãos sem cérebro que apoiavam seus líderes, amigos da China da Rússia e do fantasma da ilha, sempre sanguinários e a final sempre traiçoieros com o povo, como prova a história.
    A tortura abomínável tornou-se filha do poder sem controle e da sanha infindável daqueles que queriam manter o poder ou ainda a ditadura de esquerda, a quem ninguem em lugar nenhum do mundo, deve alguma coisa.
    Aqueles que morreram de ambos os lados, se acreditavam, por serem soldados ou idealistas, em seu líderes pagaram o preço da sua capacidade de discernir e vontade e cairam como soldados. Aprenda-se com a história.
    A anistia se não foi ótima foi a melhor solução encontrada sem saldos maiores de sangue como tem acontecido em muitas outras situações. Os brasileiros deveriam glorificá-la, unidos. A verdade como convém a toda verdade inclusive a da guerra do Paraguai devfe aflorar a seu tempo e na justa medida.
    DEve-se lamentar hoje que tão poucos que viveram aquele momento tenham a cidadania de lembrar e defender a ação daquele momneto feito por militares civis, donas de casa, mães, meninos com dinheiro arrecado do povo, jóais familiares etc. e não permitir que alguns que nem lá estavam ou fugiram, trocaram de nome se arvorem em defensores da democracia ou juizes da históriacom soldos de trinta moedas.

  13. Sueli M Cervantes says:

    Temos que lutar pelo nosso direito.
    Não podemos deixar pessoas da esquerda
    mandar em nosso pais.
    Pensar bem antes de dar o voto,lembrar
    bem do passado e saber bem quem são certas
    candidatas,seria bom se todos fossem leitores.
    Não voltariam em pessoas erradas,ai sim mudariamos
    o rumo do nosso amado Brasil.

  14. Avellar says:

    Qual a esquerda que não devemos votar? O governador de São Paulo era da AP-Ação Popular. A história da Ação Popular é a da proletarização de um partido reformista, pequeno-burguês, tendo a União Nacional de Estudantes (UNE) seu braço forte. José Serra foi presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE) e da União Nacional dos Estudantes – UNE, em 1963.
    Antes, para disputar o cargo de presidente da República, o governador dos paulistas vai desincompatibilizar de seu cargo, entregando-o ao vice, Alberto Goldman, ex-trotskista de carteirinha.
    Qual a esquerda que não devemos votar?

  15. Sueli M Cervantes says:

    Vc está pensando como petitas.
    O nosso governador só fez coisas boas
    como remédio genericos e medicamentos
    pra pessoas aideticas.
    Não foi terrorista como certa menistra.

  16. Avellar says:

    Sou nacionalista do papo verde-amarelo.
    São Paulo tem em seu brasão a frase em latim: “Pro Brasília Fiant Eximia”, que significa: pelo Brasil façam-se grandes coisas. Exatamente o que o ex integrante da Ação Popular-AP faz desde os tempos de prefeito, “grandes coisas”, quando passou a ter aliados importantes: seu ex-colega de militância do Partidão, hoje presidente do PPS, Roberto Freire. Atualmente Freire está bem acomodado e ganhando a vida como membro de dois conselhos municipais em São Paulo, embora seja do Recife e more em Brasília, com uma Bolsa-Ajuda especial de R$ 12 mil por mes para participar de uma reunião mensal e assinar as atas da Emurb(Empresa Municipal de Urbanismo) e da SP – Turismo.
    Para tal sua Exa Kassab, do DEM, aumentou o IPTU: a média foi de 45%.
    Outro aliado do governador Serra é o nobre deputado Fernando Gabeira. Ele em sua atuação juvenil-subversiva que muito lembra as atividades ilegais, porém como será aliado, vale tudo, será poupado. Contudo, o governador precisa de palanque no Rio. Um Rio que historicamente não vota (pelo menos a classe média alta e o funcionalismo público) em candidatos paulistas. Cuidado que a canoa pode furar…

  17. Pinduca says:

    Pois é seu Avellar da militância a soldo.
    Se o Serra é tão safado e sem vergonha como os outros que você defende, por que é que você não vota nele?
    Seja pelo menos coerente.

  18. Avellar says:

    Nobre internauta Pinduca: Não sou adepto do plano do governador Serra que era “vote num careca e leve dois“. O careca paulista, todos os dias pergunta, desesperadamente, para seu espelho: Oh… espelho meu, como faço agora sem Arruda? O espelho nada responde, os deuses gregos gargalham no Olimpo.

  19. Pinduca says:

    Pois é!
    Quando faltam argumentações, vem as piadihas.
    Parabéns!

    Mas se V. mostrar uma foto do Serra conversando com o olimpo, eu mostro uma do mestre conversando com o deus etílikus.

    http://jacornelio.zip.net/images/LulaPinga1.jpg

    Tem que ser foto, charge não vale.
    Falou, tem que provar.

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