Ensinamento ministrado numa aula de Filosofia do Direito para alunos do 7º semestre de uma conceituada universidade paulistana: “Vocês, que só transaram com patricinhas? burguesas, não sabem de fato o que é sexo. Essas meninas se preocupam exclusivamente com sua aparência e nunca se permitem entregar-se por inteiro aos prazeres da carne. Se vocês querem saber o que é sexo de verdade, tenham relações com moças da periferia. Estas estão livres dos condicionamentos e valores burgueses e por isso sabem de fato como se pratica um ato sexual.”
Por mais absurdo que pareça, essa “aula” ocorreu de verdade e me foi relatada por um amigo de meus filhos adolescentes. Sinal dos tempos. Depois de 1989, com a queda do Muro de Berlim, o comunismo, com seu lastro marxista, deixou de existir como realidade concreta. Seus discípulos, agora, denunciam o capitalismo pelos mais insólitos motivos. Tentam conciliar comunismo com ecologia, convenientemente se esquecendo de que as nações que abraçaram essa ideologia foram, de longe, as que mais poluíram o planeta.
E não é só isso. Comunistas que se prezem estão sempre prontos a denunciar intransigentemente as mazelas das “democracias burguesas”. Para eles, a corrupção e o desperdício de verbas públicas se dão exclusivamente no capitalismo. Esquecem, talvez, que nos países que seguem o marxismo nem sequer há eleições. E, quando eventualmente ocorrem, para cada cargo existe um candidato único e quem não votar nele corre o sério risco de perder o emprego. Como nas economias comunistas só existe um patrão, o Estado, perder o emprego significa condenar-se à miséria. Além disso, se o capitalismo não é perfeito na aplicação de verbas públicas, no comunismo o desperdício desses recursos é geometricamente maior. Até porque nele não há instituições de cunho burguês, como tribunais de contas. Tampouco a imprensa pode exercer seu papel: todas as publicações são severamente controladas, de forma que não existe uma matéria sequer que denuncie o pessoal do poder.
Outra acusação recorrente é a de que no capitalismo as pessoas e instituições são insensíveis à pobreza. Talvez, em parte, realmente o sejam, mas não se pode perder de vista que a “odiosa globalização” – que a esquerda chama de neo-imperialismo – já logrou, em poucos anos, tirar centenas de milhões de pessoas da miséria. Perguntem a um vietnamita ou cambojano – cujos países foram símbolo da miséria até duas décadas atrás e hoje são “inescrupulosamente” espoliados pelas multinacionais capitalistas – se têm vontade de voltar ao antigo regime. A resposta, invariavelmente, será um sonoro e resoluto “não”.
Mas há, também, bravas nações que resistem heroicamente às poderosas investidas do monstro capitalista. Vale a pena ressaltar os corajosos exemplos de Cuba e Coréia do Norte, clube exclusivo que recebeu recentemente a companhia de Venezuela e Bolívia – o Equador ainda estuda se adere ou não. O problema-chave desses países é que a maioria de seu comércio exterior se dá justamente com os detestáveis EUA. A Venezuela, de todos, é o que se encontra em posição mais confortável: possui petróleo em abundância e os EUA, pragmaticamente, preferem ignorar a recorrente catilinária antiimperialista de Hugo Chávez desde que o fornecimento de petróleo venezuelano não seja interrompido. E Chávez não é louco de fazê-lo: dois terços da economia venezuelana dependem diretamente desse comércio e, como está, está bem para todos.
Os demais países fora da perversa globalização estão na África, porque não possuem nenhum atrativo que desperte a “sanha” dos capitalistas. E estão aprendendo, amargamente, que muito pior que serem abusados pelas multinacionais é não despertar o interesse de nenhuma…
Prevê-se que a globalização vai livrar da indigência, até 2030, pelo menos metade da humanidade, o que jamais ocorreu na História universal, mesmo em períodos mais prósperos.
A diferença ideológica entre o marxismo e as democracias “burguesas” é que estas não se preocupam em fazer proselitismo junto à juventude. Deixam que os fatos falem por si.
Curiosamente é aqui, na periférica América do Sul, que se situa um dos últimos bastiões do obsoleto pensamento marxista. Os professores ainda o ensinam nas escolas, há diversos movimentos sociais que se intitulam socialistas e estes já alcançaram o poder – de forma moderada ou escancarada – em pelo menos seis nações. Não se trata, é claro, de um marxismo ortodoxo. No mais das vezes se trata de uma adaptação que muito pouco – ou quase nada – tem que ver com a pregação do velho Karl. O que os novos caudilhos pretendem de fato é valer-se do cunho de protesto que acompanha a propaganda comunista para ampliarem seu poder e manter-se nele o maior tempo possível.
O presidente Lula não é marxista. Prova disso é a corajosa política econômica que vem adotando desde o início do seu primeiro mandato. Mas ele deve favores à nossa antiquada esquerda. Politicamente hábil, como já foi inequivocamente provado, ele parece que adotou a seguinte estratégia: nas áreas-chave do governo colocou técnicos competentes que nada a ver têm com o pensamento esquerdizante. Temos um Meirelles à frente do Banco Central, um Haddad comandando a Educação e um Temporão cuidando da Saúde. Isso lhe garante tranqüilidade suficiente para entregar as demais áreas às esquerdas, como é o caso do ministro da Reforma Agrária e do cristão-novo Celso Amorim na hoje terceiro-mundista pasta das Relações Exteriores. Lula corteja Chávez, Morales e Fidel porque isso satisfaz as esquerdas e não traz riscos a seu governo. Assim ele se equilibra na corda bamba e deixa que o Bolsa-Família sustente nas alturas a sua popularidade.
Quanto ao professor universitário que citei nos preâmbulos, devo confessar que, apesar de seus eloqüentes argumentos, continuo vendo mais encantos nas “patricinhas”…
Artigo publicado no jornal “O Estado de São Paulo” em 1º de fevereiro de 2008.




Boa tarde, Sr. Mello. Muita coisa acontece contra as classes mais favorecidas que leva ao preconceito e opinões erronemente formadas. Não há de se negar que os mais favorecidos, por qualquer razão, seja pelo trabalho, por herança, etc. são alvo de críticas justamente por isso, por serem favorecidos. O mais engraçado é que eu, depois de casado, passei a dar mais valor às coisas e ganhos materiais, coisa que, morando com os pais, não acontecia. Não vislumbrava muita coisa e tudo estava bem. Há dois anos tudo mudou: casei com uma mulher maravilhosa, ousada e ambiciosa, profissionalmente falando. Isso me contagiou, hoje estou focado em grana, não exclusivamente, mas sem o famoso papo de que dinheiro não compra felicidade. Felicidade é felicidade, dinheiro é dinheiro, uma coisa não anda de mão dada com a outra e merecem atenções diferentes. Tenho 30 anos, não tenho conta bancária folgada, porém não passo necessidade e luto para crescer mais e mais, profissional e financeiramente falando. Gente boa ou ruim, educada ou não, existe em ambos os lados. Quando vejo uma pessoa estacionando um Range Rover zero ou um Porsche ao lado do meu carro, um Pajero TR4, bem mais barato, não olho de cara feia. Pelo contrário, penso “é possível” e corro atrás para conseguir comprar o meu no futuro. Abs.
O que ilustra este pensamento é a seguinte história:
Vicente Paulo da Silva, ex-sindicalista, no alto de seu conhecimento acadêmico-sindicalista de 20 anos atrás, disparou essa pérola: “As multinacionais são um prejuízo para a economia brasileira”. O saudoso ex-ministro Roberto Campos, no alto de sua sabedoria, respondeu: “São Paulo, que tem multinacionais, é uma porcaria. O Piauí, que não tem, é uma maravilha…”.
Caro Francisco. Em suma, você virou um gigolô!
Caro João Melão. Essa sua perseguição ao Lula chega ao cúmulo da chatice. Sei que você deve ser mais um desses borrabotas do PIG – Partido da Imprensa Golpista – que quer ganhar as eleições no tapetão. Fale um pouco da Alston, das ligações pergigosas do Serra com o Gregório e sua Ilha dos Urubus – BA, das mazelas da Sabesp, da queda, irregularidades e dos superfaturamentos do Rodoanel, dos pedágios mais caros do mundo, dos impostos estaduais mais caros do Brasil, dos alagamentos, etc… Ai sim, você passará a ter um pouco mais de credibilidade.
Ahhhhhhhh veja se libera essas postagens, pois pelo que notei, algumas outras criticas você nunca liberou, mostrando assim, o quão você é democrático.
Na verdade as que dão o melhor de si numa transa são as feias, pois não sabem quando terão outra oportunidade.
João Carlos vc é uma figura,não que fale só abobrinha ,muito pelo contrario ,tens razão sobre os pedagios sabesp e as ligações perigosas ,mas realmente apoiar essa cambada de ladrões e seus cuecões banhados de arruda realmente deveria rever seus valores a não ser que seja vc o dono do cabelereiro que vende peruca para dona Dilminha pé na jaca ou quem sabe companheiro de elite da senhora em questão ,se situa kkkkkk
Caro João Carlos.
Os seus “cumpanheiro” não deixam espaço na imprensa para comentar os outros .É uma falcatrua atraz da outra .
Nosso amigo Francisco esta errado? Na sua opinião o certo é ganhar dinheiro , sem trabalhar , na veia do governo ?
Parabéns mais uma vez , Melão.
Olá a todos. É com muita humildade que respondo o comentário do Sr. João Carlos. Não, não virei um gigolô. Leia acima com atenção, antes. Escrevi “crescer profissionalmente”, quero dizer, trabalhando. Esse ano começo a faculdade de direito porque eu e minha esposa abrimos uma empresa de controle de pragas e reformas, já que ela é engenheira civíl, e não quero intermediários nos negócios e contratos. Está tudo indo bem e devagar, como qualquer novo negócio que se preze. Mas nem por isso posso deixar passar uma pequena observação: Lula tem um time que o ama e outro que o odeia. O que ama, não sabe bem (ou finge não saber) por que ama. O que odeia, sabe por que odeia. Lulistas e simpatizantes de seu governo parecem ter saído de uma forma de origens místicas. As justificativas são sempre as mesmas em essência, estando erradas ou não. No comentário do Sr. Jõas Carlos ficou claro: me chamou educadamente de gigolô sem nem ler direito o que escrevi. A pressa foi grande. Sr. Mello, não é bajulação. O Sr. sabe de seu valor, quem sou eu para mudar o conceito que o Sr. tem de si mesmo, mas por favor, ESCREVA, MAIS E SEMPRE e continue SENDO A DIFERENÇA!
Abs a todos os leitores. Até para o Sr. João Carlos
eu ja asisti esse filme 2 vezes no mesmo dia
bom eu pelo menos adoro filme da patrcinhas e principalemente esse <3
por issso estou aconpanhando ese a anos desde 2008 haha
bjs , bjs :*
Caro Melão, fui eleitor seu sempre e apreciava ver e ouvir, á época, seus comentarios serios e conscientes sobra a politica brasileira e especialmente sobre o PT. Suas reações contra atitudes desse partido, eram bastante serenas e muito explicativas. Por isso, estranhei quando recebi um emeil com seu nome ao final sendo amargamente critico, com comentarios acidos sobre o presidente e sua candidata ao planalto este ano. Pensei “não pode ser o Melão que escreveu isto” pois assemelhava-se muito a tantos e-meils apocrifos muitos deles mentirosos que rolam hoje na Internet. Vim até seu blog confirmar e senti que pelos seu atuais comentarios, o emeil estava cert quanto a assinatura. Outra vez pensei comigo:”por que tanto ódio?” Afinal das contas o grande erro do PT foi ter se igualado ao demais partidos em suas safadezas e principalmente ao Democratas, com seus Arrudas e do PSDB com seus Eduardos Azeredos que foram igualados pela imprensa ao PT sendo chamados de mensalões alem de Dna Yesa Crucius no Rio grande do Sul que ainda não tve um codinome fornecido pela imprensa.
Essa diferença que senti entre seu texto moderado de anos atras e os de hoje, deve-se a que o ilustre jornalista não acreditava que um Lula pudesse chega ao poder. E eu também assim pensava. Mas ele chegou. Como outros presidentes teve acertos e erros mas uma coisa não podemos negar. Sua inteligencia. Não disse escolaridade.Disse inteligencia, duas coisas bem distintas. E, por isso, por essa razão e por sua aceitação e popularidade tem feito que os partidos e os que deles fazem parte, se igualem ao PT pre-presidencia. Esquecendo que , nos 80% de aceitação do presidente, obviamente existem muitos que fazem parte da elite melhor aquinhoada e que estranham essa atitude por parte de ilustres personalidades…não votareina Dilma por que ela é ou foi terrorista ou algo assim, por ser ela feia ou bonita..não votarei por que acho que não tem competencia para ser presidente do Brasil. Esse deveria ser o enfoque que os mais estudados, aqueles que não aceitam o governo Lula deveriam trilhar e não o que estão trilhando, inclusive o Sr. a quem respito. Obrigado.