PARA ENTENDER A CRISE – FINAL

Publicado por João Mellão Neto Em 27 Aug 2009

 Quais são as lições que se pode tirar da crise?
 
1-) Os mercados nem sempre se auto-regulam:
 
Nas décadas recentes acreditava-se que os mercados, deixados por si sós, acabariam sempre por encontrar o equilíbrio. Agora está provado que não é bem assim. Existem euforias e “bolhas” na economia. E estas bolhas não se esvaziam suavemente: ao contrário, elas “estouram”.
Na atual crise, havia uma bolha financeira e também uma bolha imobiliária. E uma ajudava a inflar a outra. Os rendimentos do mercado financeiro bem como a valorização dos imóveis chegaram a níveis inéditos: era a “exuberância irracional”, como já fora definida. Curiosamente, não houve uma única voz que se elevasse para alertar sobre os rumos despropositados que estavam tomando os acontecimentos.
 
O mercado – antes tido como infalível – desta vez errou. E errou com resultados desastrosos.

2-) O Estado é necessário:
 
Quando o mercado falhou, quem teve que entrar em cena foi o Estado. Ao injetar maciçamente recursos na economia, coube ao Estado evitar que a crise se mostrasse ainda mais catastrófica.
 
Além disso, mesmo os liberais mais empedernidos acreditam, agora, que caberá ao Estado o papel fundamental de regular e regulamentar os mercados, para evitar que crises destas proporções se repitam.
 
O sagrado livre-mercado não é mais incensado, como antes, nas escolas de economia. Doravante os autores preferidos dos acadêmicos são aqueles que apontam para lacunas, imperfeições e deficiências que os mercados, por si sós, não logram suprir.
 
Nem a liberdade total das duas últimas décadas, nem o Estado onisciente, onipotente e intervencionista das quatro décadas anteriores – o chamado reinado de Keynes. Há que se encontrar, agora, um ponto de equilíbrio. Novos tempos, novos dias…

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1 Comentário em “PARA ENTENDER A CRISE – FINAL”

  1. Mellão, boa tarde.
    Uma vez li no Estadão um artigo explicando (muito bem, por sinal), porque as taxas de juros praticadas pelos bancos estão são sempre muito acima da taxa SELIC.
    Este artigo seria importantissimo para uma exposição que farei no CIESP-Santo André (citando-o, evidentemente).
    Seria possível você me mandar tal artigo?

    Desde já, agradeço

    Atenciosamente

    João Paschoal
    Tel.:(11)4428-1020
    Mail: jpaschoal@acelik.com.br

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